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    http://semlenco.wordpress.com/



    Escrito por elaine às 11:50:02 AM
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    Essa não é uma declaração de amor.

    Já escrevi que "felicidade é também a auto-suficiência de saber que se pode ser feliz sozinho", mas acho que isso é algo que varia entre orgulho, auto-proteção e medo. Uma desculpa esfarrapada que usei por um tempo, por questão de sobrevivência.
    Vinícius de Moraes, em contrapartida, escreveu que é "melhor sofrer junto do que ser feliz sozinho".
    Será?

    Estou longe de saber as respostas, mas já comprovei que felicidade e saudade não cabem no mesmo espaço. São grandes demais.

    Saudade não tem volta, só chega uma vez. A gente pode ignorar, se esconder atrás do orgulho, e fingir que não sente, mas isso significa abrir mão da felicidade. Um preço caro demais, quando a solução é simples.

    Estar junto não é garantia de ser feliz, mas é a tentativa de guardar a saudade pra depois, esperando que ela se canse, e nunca mais apareça.
    E é esse "nunca mais" que eu quero. Nunca mais sentir aquela saudade, nunca mais sentir aquela solidão de olhares vazios. Nunca mais ter a sensação de estar no lugar errado, sabendo onde seria o lugar certo.

    Quero poder deixar meu celular tocando (I'll love You 'till the end, toca quando você liga, sabia?) pra prolongar a sensação de receber uma ligação sua, enquanto olho sua foto na tela; e se for preciso, passar a vida me desculpando pelas minhas besteiras e tentando te convencer a usar lente de aumento para minhas qualidades. Quero nunca mais não poder saber de você.

    Saudade não tem volta, mas pode ser que ela vá embora, e na maioria das vezes, levando o orgulho com ela.

    Se vale a pena?

    Eu corro o risco, por você. E, principalmente por mim.

    Essa não é uma declaração de amor...

    são várias.



    Escrito por elaine às 11:03:38 PM
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    ...

    Algumas coisas são tão óbvias no nosso íntimo, que a gente nunca se preocupa em pegar o pensamento e ordená-lo em palavras. Ferreira Gullar, em uma entrevista que vi hoje, disse que escrevemos para nos livrar das emoções, não para criá-las. Não posso concordar mais, e é por isso que meu computador vive abarrotado de arquivos de texto, e meus livros e cadernos recheados de frases desconexas. Talvez eu só queira ser lida por alguém que se importe em me entender, mas acho que eu só quero mesmo é me livrar de algumas estranhas e indesejáveis emoções que não cabem mais em mim - talvez porque o mundo me fez pensar que todas as emoções são indesejáveis.

    "Engole esse choro já, menina!"
    "Vai chorar por causa disso?"
    Quem nunca ouviu algo assim, quando criança?
    O problema é que, mesmo crescidos, somos obrigados a ser verdadeiras fortalezas anti-emoções. Nos ensinam que demonstrar emoção é piegas, é ridículo, é estar vulnerável. Nos acostumamos a sentir, fingindo que não sentimos, a controlar os sentimentos, escondê-los até de nós mesmos. Chamaram isso auto-controle, e dizem que quem não tem, não é emocionalmente inteligente.
    E o que há de inteligente em viver fingindo ser uma pedra? Em não compartilhar emoções com quem está disposto a conhecê-las? O que tem de inteligente em ignorar sentimentos que assombram, perseguem, atrapalham?

    Não sei pensar enquanto sinto, e se um dia soube, desaprendi. Não sei colocar raciocínio no que é pra ser apenas sentimento, (deveria saber?) mas em compensação, sei sentir como ninguém, e como boa sagitariana, AMO ou  ODEIO, e sempre tenho meus motivos, ainda que exagerados.
    O não-sentir me confunde, mas o sentir me faz viver.
    Talvez não tenha nada de emocionalmente inteligente nesse parágrafo, mas as maiores e melhores decisões que já tomei na vida, aconteceram porque minha prioridade era me livrar de sentimentos ruins, ou me aproximar dos bons. Mudei de cidade, pra deixar um amor doente pra trás, junto com uma vida que não me fazia feliz. De quebra, ganhei minha liberdade, e uma série de presentes que vieram com ela. Como teria sido, se eu não me preocupasse com o que sinto? Onde eu teria chegado?
    Escrevo, mudo os planos, mudo de cidade, peço perdão, falo verdades inconvenientes, mas nunca escondo o que sinto, principalmente de mim.
    Estou exatamente onde deveria. Meu maior bem é minha consciência tranquila, e essa mania de me livrar das emoções é o preço que pago por ela.

    Traduzir-se (Ferreira Gullar)

    Uma parte de mim
    é todo mundo:
    outra parte é ninguém:
    fundo sem fundo.

    Uma parte de mim
    é multidão:
    outra parte estranheza
    e solidão.

    Uma parte de mim
    pesa, pondera:
    outra parte
    delira.

    Uma parte de mim
    almoça e janta:
    outra parte
    se espanta.

    Uma parte de mim
    é permanente:
    outra parte
    se sabe de repente.

    Uma parte de mim
    é só vertigem:
    outra parte,
    linguagem.

    Traduzir uma parte
    na outra parte
    — que é uma questão
    de vida ou morte —
    será arte?



    Escrito por elaine às 1:35:33 AM
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    Sobre a Regulamentação da (minha) vida...

    As últimas 48 horas vividas, me fizeram concluir que, embora eu tenha total inclinação à quebrar regras, desconhecer e ignorar procedimentos padrões, e menosprezar manuais de instruções e afins, eu preciso dar um passo sério e criar certas regras para minha vida, e tudo virá após a primeira e mais necessária de todas: me amar, em primeiro lugar e, a partir daí, só gostar de quem gosta de mim.

    De hoje em diante, só terá passe livre para minha vida, quem realmente provar que merece.

    E eu, que passei tanto tempo pensando que não me envolver, dar telefone errado, nome falso ou simplesmente "sumir", era auto-proteção...

    Auto proteção é amar a gente, antes de amar qualquer outro ser...e não importa quais as consequências eu tenha que suportar, serão todas presentes de mim, para mim. Me iludi, me ferrei, dei meu coração de bandeja...pra quê? Pra ter certeza que eu fiz o que podia, e ter a consciência tranquila, no fim de tudo. Mas, o que é uma consciência tranquila, perto de um coração partido?

    Sem hipocrisia ou meias palavras, comigo, ninguém brinca mais!

    Faço minhas próprias regras, e não importa para onde meu amor queira ir, minha vida não vai acompanhá-lo, de forma alguma. Quer? Pode levar, mas depois de provar ser merecedor, porque quem quer, LUTA!

     

    PS.: cervejas + caipirinhas + dor de cabeça = prováveis erros de português.




    Escrito por elaine às 2:32:27 AM
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    Tristeza não tem fim

    Felicidade sim.

    (Vinícius de Moraes)

    Andando pela rua, sozinha, me sentindo o menor dos mortais, olhando desesperadamente os que passavam, sem ter a quem recorrer, sem ter o que fazer, lamentando a própria sorte. Palavras me inundam, minha cabeça não pára, não importa o que aconteça; as palavras estão sempre lá. Muita palavra pra pouca vida.

    Talvez meu problema seja me importar demais. Comigo.



    Escrito por elaine às 9:52:23 PM
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    "Procure me amar quando eu menos merecer, é quando eu mais preciso!"

    Não me importo que não consiga interpretar tudo que escrevo, não ligo que tenha mau gosto para escolher filmes ou que não goste de fazer a barba. Não exijo que tudo em você seja a fiel materialização dos meus sonhos, nem quero que sua vida seja a minha vida, e vice versa. Não posso exigir ser entendida o tempo todo, pois nem eu consigo essa façanha. Mas, por favor, faça a gentileza de não desistir de mim assim, fácil. Te garanto que valerá a pena fazer valer todos os "eu te amos" que já me disse, só não esqueça que em alguns momentos, a gente precisa ser mais amada do que em outros. Falar, até papagaio fala, sabia?! Amor é atitude. Mais do que arrumar minha cozinha, se preocupar se estou me alimentando bem ou consertar minha cama quebrada. Amar é não exigir minha razão quando eu preciso ser sentimental, e se necessário, colocar a sua de lado pra continuar me amando, mesmo que nada pareça fazer sentido. Mesmo que você tenha certeza que seguiu direitinho o manual do namorado perfeito - acredite, em algumas horas, eu preciso ser mais imperfeita do que em outras, e você precisa se acostumar, se realmente me amar. Não é por mal, juro. Acha que é fácil ter um turbilhão de hormônios oscilando durate o mês, o que me deixa sensível, irritada e com dor de cabeça, e ainda ter que dar conta de uma briga constante entre razão e sentimento, administrar meu egoísmo, meus problemas, o ciúme (que admito, eu tenho!), e a saudade de você?
    Nada disso é problema seu, eu sei. Mas é problema meu, e se você me quer, isso tudo está no pacote. A decisão é sua. Só te peço que, se realmente escolheu me amar, esteja preparado, e seja guerreiro, porque, meu bem...eu não sou brincadeira.

     




    Escrito por elaine às 11:39:04 PM
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    Walk the Line

     

    Assisti Walk the Line (Jhonny e June)...e, sinceramente, não sei o que todo mundo vê nesse filme. A atuação de Reese estava ótima. Dessa vez, ela conseguiu empregar muito bem a sua voz ligeiramente irritante, e eu vi que o Oscar foi merecido. A cena da capa realmente ficou muito bonita, e as músicas foram bem escolhidas (adoro Ring of Fire). Só que eu imaginava um romance, daqueles bem piegas...(é o que imagino quando dizem que "tal filme é lindo"). A parte mais "bonitinha" é quando ele a pede em casamento no palco, durante essa música, mas esse é meu lado mulherzinha de valorizar declarações públicas de afeto. Talvez, naquela época, falar algo em público geraria algum tipo de comprometimento, o que deixou de ser há muito tempo...mas, isso é assunto para outro post. ;-)



    Escrito por elaine às 3:49:53 PM
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    Tchau!

    "A gente não percebe o amor
    Que se perde aos poucos sem virar carinho.
    Guardar lá dentro amor não impede,
    Que ele empedre mesmo crendo-se infinito.
    Tornar o amor real é expulsá-lo de você,
    Pra que ele possa ser de alguém!"

     - Nando Reis

    Não sei o que fazer com o que sobrou de você, então vai. Corre, não importa pra onde. Nunca tive muito controle sobre você, mesmo. Não quero mais ter que te esconder. Vá, e não volte. Só volte se eu chamar. Não quero garantias, mas sempre há possibilidade de devolução. Aí você volta pra mim, e eu te recebo, mais uma vez, com a maquiagem borrada e lágrimas no travesseiro. Te recolho, meio a contragosto, sem saber o que fazer de você. Te escondo em um lugar bem difícil, onde eu não possa te achar, e te deixo lá, pra tentar te esquecer. Mas, agora eu só quero te encontrar, e te mandar pra longe de mim. Eu não dou conta de você sozinha. Não tenho tudo o que você precisa, então vá, procure se encontrar, não importa onde, só te peço que esqueça essa prudência imbecil que tentei te ensinar. Esqueça as regras que ditei pra você, e nunca confie em quem te esconde ou reprime. Não confie em mim, sou vingativa e você já me fez sofrer.
    Vai logo, que o tempo passa e tudo um dia acaba, até você.



    O amor é meu, e eu o mando pra onde (ele) quiser.



    Escrito por elaine às 1:25:50 AM
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    Sem meias palavras, eu gosto mesmo é de gente que vive. Que larga tudo, que sai de casa. Gente que pega ônibus errado numa cidade desconhecida, que tem amigos em todos os cantos do mundo. Gente que desce cachoeira sem equipamento, que encara viagem longa de moto, que fotografa o pôr-do-sol, que corre na chuva, que acredita que as melhores coisas da vida são de graça. Gosto de gente que vive e que não quer apenas existir. Existir é subjetivo, sem graça, vazio; Existir é fingir que vive, e viver pra mostrar que existe. É ter oitocentos amigos no Orkut e nunca lembrar de olhar para cima e ver se o céu está estrelado. É ter cento e cinquenta fotos românticas no álbum e declarações de amor velhas nos depoimentos, mas não ter um amigo pra dizer 'eu te amo' e ter a certeza de que isso sim, será pra sempre. Existir é uma quase-vida, e eu não quero nada pela metade. Quero viver, mesmo que para algumas pessoas, eu não exista. Quero VIVER, assim mesmo, em caps lock, com todas as letras, em alto e bom som. Mais do que isso, eu quero amar, mesmo à distância, mesmo que doa, mesmo que eu tenha medo. Tenho medo de altura, mas já fiz rapel e quero voar de asa delta. Quero amar apesar de tudo, mesmo com as contas que vencem todo mês, mesmo com TPM, mesmo com todas as diferenças políticas e ideológicas, mesmo com chuva, mau humor, noite mal dormida ou tudo isso junto. Quero amar diariamente, com toda a minha liberdade de ir e vir quando quiser, com toda essa vida que anseia ser vivida.  Tenho um coração com muitas cicatrizes, que é medroso, seletivo, dolorido, cheio de defeitos, mas que ainda quer amar deliberadamente, completamente, sem quases, sem poréns. Não gosto de meias palavras, nem de meios sentimentos. E  se dentro de mim, tudo isso muitas vezes se cala, é porque desaprendi a confiar em sentimentos que não sejam meus, mas ainda assim, essa é minha essência. Não sou difícil de decifrar, mas não tente entender porque tantas expressões não têm tradução.



    Escrito por elaine às 7:59:25 PM
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    Eu sei que sou meio assim...desorganizada, atrapalhada, não saio bem em fotos, falo palavrão, sou preguiçosa e adoro dormir. Pego birra de quem faz mal pra quem eu gosto, não como comida saudável, desligo o despertador e durmo até o meio dia. Tenho preguiça de textos em primeira pessoa e de gente chata. Faço o que eu quero, e nem sempre o que deveria - sou  meio irresponsável, fico carente aos domingos, tenho TPM, sou cabeça dura, vivo sem dinheiro, não entendo Matemática, não sei escolher presente, coloco o arroz por cima do feijão. Sei que nem sempre sei qual é a palavra certa, não demonstro sentimentos, não sei as respostas. Meu desktop e minha vida são bagunçados, não sei jogar baralho, nem xadrez, nem videogame. Mas, por favor, se resolver gostar de mim, o faça por iniciativa própria, e não por obrigação, empolgação, ou para esquecer um ex-amor. Ah, e por favor, tenha a gentileza de verificar se não há prazo de validade no seu sentimento, porque se eu resolver gostar de você também, no meu, não haverá.

     



    Escrito por elaine às 1:51:31 AM
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    Nossa peça era a Peça que faltava...

    'Cê me inspira pr'eu te respirar.




    Escrito por elaine às 9:05:38 AM
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    Tanta coisa aconteceu em 2009, que posso dizer que é difícil escrever tudo, não que seja difícil lembrar, mas tem muita coisa que eu preferia nunca mais recontar...mas, vamos lá:
    O início do ano foi péssimo. Lembro bem que o primeiro abraço de ano novo foi para o  Apolo, meu mais fiel companheiro. Aí teve viagem, praia, algumas lembranças boas, outras péssimas.

    Teve show dO Teatro Mágico em Cararatatuba com chuva, e teve mais viagem. A melhor viagem de todas, e a maior loucura também - não haverá nada igual na vida.

    Desequilíbrio, desarmonia. Mudança de casa, mudança de vida.

    E, como não podia deixar de ser, teve despedida, bilhete rasgado, planos desfeitos,  passagem comprada de última hora, viagem contrariada, decepção...não exatamente nessa ordem.
    Bati o carro, enquanto tentava esquecer de algo que não queria lembrar, mas era inevitável. Descobri que sou extremamente sentimental - quem diria...

    Teve amiga que virou inimiga - e foi melhor assim.
    Algumas amizades se fortaleceram, mesmo longe. Amizades novas e inesperadas surgiram por perto.

    Vieram os finais de semana que começavam na quinta-feira e terminavam na terça, boemia pra disfarçar a solidão - funciona bem.

    Asteei a bandeira branca para velhas desavenças e rancores, ou pelo menos tentei.

    Fiz coisas das quais não me orgulho - outra comprovação de que sou mais sentimental do que imaginei - aquela história de "fiz tudo certo, deu tudo errado, farei tudo errado para ver se dá tudo certo" é FURADA, ok?!

    Decidi não mudar mais a cor do cabelo. Tomei o maior porre da minha vida, e agora que já sei a sensação, não quero repetir. Sem saber, acabei brincando com os sentimentos alheios, mais de uma vez, e espero que isso também não se repita.
    Encarei ressaca de vodka e ressaca moral, não tive férias, levei broncas, algumas merecidas e outras, não.

    Recomeço, pequenos sucessos...e a prova de que a vida sempre surpreende; acontecimentos infelizes acabam virando ponte, pra quem tá disposto a seguir em frente. E tudo mudou, de novo, só que para melhor.

    Mudei de casa de novo; carregando toda minha bagunça e incerteza, deixando pra trás ótimos companheiros, levando ótimas lembranças e alguma saudade.

    Aprendi bastante, mais do que em qualquer outro ano. Aprendi que não sou eu quem determina o que é definitivo na minha vida, talvez porque não há nada de definitivo nela. No fim das contas, o saldo é positivo: estou feliz, tenho amigos ótimos, uma família meio maluca mas que eu amo, e um amor daqueles que a gente quer pra vida toda!

    Talvez ainda esteja longe de encontrar meu lugar, mas sinto que estou mais próxima do caminho que me leva até ele...



    Escrito por elaine às 12:05:14 AM
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    devaneio reticente...

    Já se sabe que o ser humano não é o único animal capaz de criar laços afetivos. Quem tem algum bicho de estimação sabe bem que animais também são capazes de reconhecer e demonstrar afeto pelo seu dono, mas acho que pouca gente sabe que alguns animais parecem demonstrar afeto por outros da mesma espécie, como o Acará, um peixe nativo da bacia amazônica, comumente comercializado como pet. Alguns criadores afirmam que a vida desse animal é mais longa quando ele vive entre outros peixes, da mesma espécie ou de espécies diferentes, desde que estas também sejam "sociáveis", mas o mais interessante é que, por volta de um ano de vida, o Acará escolhe seu par e forma um casal...aparentemente, o macho escolhe a fêmea com a qual procriará...por toda a vida. Já li vários relatos de criadores afirmando que se um casal de Acarás que já se acasalou uma vez for separado, ambos adoecem e morrem. Esse é um dos grandes enigmas da etologia, o que leva um indivíduo a ter mais afinidade (sexual, no caso) por outro? Estudos indicam que também os cavalos demonstram afinidades individuais dentro de um bando; sentimento de amizade, ou afinidade sexual (embora esses, ao contrário do Acará, não sejam monogâmicos). Tem também os lobos, onde o alfa, líder da alcatéia, escolhe sua fêmea e permanece com ela pelo resto da vida, sendo os dois os únicos a terem filhotes no bando.

    Isso me lembrou uma história que presenciei certa vez, quando trabalhava como voluntária num abrigo para velhinhos. Seu Zé e dona Maria iniciaram um romance, contrariando as regras do abrigo. Os funcionários achavam "bonitinho", e fingiam não saber, embora o amor dos dois ficasse cada vez mais descarado (hahaha). Interessante como ambos reclamavam menos do reumatismo, da vista cansada, das cãibras, do clima...Estavam felizes, e assim permaneceram por uns meses, até que a diretora do lugar soube, comunicou às famílias dos dois, e dona Maria, que havia chego por último no abrigo, foi transferida para outra instituição, em outro Estado, o que tornara impossível qualquer visita ou comunicação entre os dois.

    Seu Zé passou a viver retirado, não aparecia mais nem para ver novela, não se alimentava e logo adoeceu. Com exatos 20 dias da partida de sua amada, ele faleceu.

    Quinze dias depois, veio a notícia, dona Maria falecera, num abrigo em Minas Gerais.

    Talvez seja apenas coincidência. Talvez não. 

    Sempre me perguntei qual o sentido do apego, que é o que fode a vida da gente evidente nos humanos e provavelmente também existente em algumas espécies animais.

    Não acho possível que alguém morra de saudade, nem acredito no amor recíproco e infeliz, a base do romantismo, mas será mesmo que o apego é simplesmente um fator cultural?



    Escrito por elaine às 12:18:35 PM
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    capítulos inesperadamente semelhantes...

    Algumas coisas me fazem pensar, ao menos por um momento, que a vida não tem o mínimo de respeito por mim. Vive me pregando peças, fazendo brincadeirinhas de mau gosto, me fazendo acreditar que tudo está bem e depois me mostrando que era só aquela tranquilidade ilusória que antecede o caos. Foi sempre assim, e se a vida for mesmo só esse ciclo alternante de dèja-vus, onde eu tenho que esperar que toda fase boa venha acompanhada de uma fase muito ruim, como diria um amigo: "eu tô de boa" de acreditar em seja lá o que for, que não seja a pior hipótese sobre tudo.

     

    Acho que o destino, ou seja lá quem for, é um sádico muito filho da puta, que tomou a liberdade de escrever um roteiro muito mal escrito e me escalar pra personagem principal, sem me dar direito de escolha ou improviso...

    O roteiro se cumpre, previsível mas inesperado, porque nem sempre eu quis esperar o pior, algumas vezes eu tive a pretensão de fazer a minha própria biografia.

    A segunda temporada começou, e ninguém me avisou que seria igual à primeira...

     

    Se toda felicidade é passageira, se toda tranquilidade é ilusória...o que vai ser no final?



    Escrito por elaine às 8:50:50 AM
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    Diálogos aleatórios parte I

    Tava guardando uns diálogos, no mínimo memoráveis,  há um tempo, pra fazer um post assim...O primeiro diálogo descrito aconteceu ontem, o que me lembrou de postar o que havia guardado...

    (assuntos profissionais na cozinha de casa...)
    EU - Como faço meu Lattes?
    O GU - Entra no site e cadastra, ué.
    EU - Ah tá...Vou fazer meu Lattes. Lattes, lattes lattes que eu tô passando vai... *canta e dança enquanto lava louça*
    O GU - Olha o futuro da pesquisa brasileira...

    ****

    (numa fatídica noite de sexta-feira, quando acordei com a polícia na porta do meu quarto...)
    POLICIAL - cês tavam fazendo uma festa aí, é verdade?
    EU - Não tinha barulho nenhum aqui!
    POLICIAL - Mas a senhora Exu* se sentiu incomodada e acionou a polícia.
    EU - Creio que se trata de um trote!
    POLICIAL - Vocês moram juntos, precisam se dar bem.
    EU - diz isso pra esse capeta aí! *aponta para Exu*
    SUPOSTO "FESTEIRO" - A GENTE SE ODEIAAAA!!!!!!!!!!!

    PS.: Leia sobre Exu e reflita a respeito de uma pessoa apelidada "carinhosamente" assim.

    **** 

    (aula de microbiologia...)
    PROF - Então, a Escherichia colly é um bacilo.
    ALUNO SEM NOÇÃO - ...mas, professor, Escherichia colly não é uma bactéria?
    PROF - (...)
    A.S.N - (...)
    PROF - Ele é sempre assim?

    ****

    (divagando sobre religião com um amigo...)
    EU  - Funciona assim: pede pra um santo, ele pede pra Deus, e Deus te atende.
    ELE - Mas e se o santo passar o recado errado, tipo "telefone sem fio"?
    EU - Pode acontecer...vai ver é por isso que pedi uma bolsa Luis Vuitton, mas só ganhei uma PROEX.

    ****

    (discutindo com senhora Exu que dividia quarto comigo...)
    EU - Você me acordou a toa, as 2 da manhã, com a luz acesa!
    ELA - Você me acorda todo dia, as 8 da manhã, andando pelo corredor com o seu tênis.
    EU - (...) *respira fundo, conta até 20*

    ****

    (na aula de equídeo...)
    PROF - O cavalo pode estar andando na mão direita ou esquerda, dependendo de qual membro sai do chão primeiro.
    ALUNO SEM NOÇÃO - mas, professor, e se ele tiver andando em círculos?
    PROF - (...)
    A.S.N - (...)
    PROF - Ele é sempre assim?

    ****

    (primeiro encontro...)
    EU - Contadores são todos uns fdp! Fazem tudo pra baixar o salário dos funcionários e aumentar o deles, e sempre conseguem! Odeio contadores.
    ELE - então...meu pai é contador.
    EU - (...)

    ****

    (numa loja de roupa, conversando com a vendedora...)
    ELA - Você não me parece estranha...
    EU  - você esteve no museu do CEVAP, né?!
    ELA - Ahh, claro, você é a maluca que pegou aquela aranha enoooorme na mão!Passo mal só de lembrar!
    EU - *sorriso sem graça*

    ****

    (Consultório sentimental com um amigo gay...)
    EU  - Eu nunca sei o que eu quero, e isso me irrita!
    ELE - Nós, mulheres, somos assim mesmo, querida...é normal.

    ****

    (Antes de namorar meu atual namorado...)
    ELE - então, eu nem saía muito no começo da faculdade, porque eu namorava.
    EU  - Namorar é uma bosta! *tom revoltado*
    ELE - Q?
    EU - Namorar é uma bosta...
    ELE - (...)
    EU - (...)

    PS.: Tá, eu estou me esforçando na arte de censurar meus pensamentos espontâneos. Estou cada vez mais socialmente aceitável, até me orgulho de mim, às vezes.

     

    ****

     



    Escrito por elaine às 10:12:57 AM
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    Não sei bem como começar a escrever algo que foge completamente dos (meus) padrões. Não tenho o hábito de escrever explicitamente sobre o que sinto, mas às vezes os sentimentos são tão bons, fazem tanto bem que, mais do que contexto, merecem virar texto, carta, poema, bilhete, ou post no blog. 

    Se coisas inexplicáveis existem, acho que sentimento é uma delas, e por isso é tão difícil escolher as palavras certas. Jota Quest cantou que "amar não é ter que ter sempre certeza" - então acho que tenho licença pra escrever o que sinto, da forma que eu achar melhor...e assim, meio perdida nas frases, querendo escolher a palavra mais bonita que defina a saudade que fica quando o final de semana acaba, a alegria que sinto quando o telefone toca, ou a paz que sinto no seu abraço, tenho certeza do quanto você é importante pra mim...e talvez essa seja a única certeza, no meio da bagunça da minha vida...E eu, que não sei fazer planos, já não consigo pensar no dia seguinte sem me sentir feliz porque vou te ver, ou esperar ansiosa pelo final de semana ou tardes de terça-feira...Já não sei mais como é me sentir só, sua lembrança preenche cada cantinho vazio do meu dia. Seu sorriso espanta meus medos, a ponto de me fazer acreditar que vale a pena seguir um caminho inesperado, onde não se pode prever onde chegaremos, e seja onde for, que estejamos juntos até o fim. Nunca vou me esquecer o dia em que ouvi de você, que meu lugar era ali, em seus braços, porque naquele momento, eu senti que encontrei o que eu precisava, ou melhor, eu, perdida como sou, fui encontrada por uma pessoa maravilhosa, que me encanta a cada dia, que me faz feliz até em dias de chuva, que me faz rir mesmo depois de um dia péssimo, que tem a voz e o abraço que me acalmam. Eu poderia gastar milhares de caracteres pra dizer o quanto você me faz bem, mas prefiro dizer apenas que minha história é mais feliz, agora que você é parte dela. Apaixonado

     



    Escrito por elaine às 8:41:07 AM
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    É...o começo!

    Aquela fase boa, em que tudo é bonitinho, onde a gente quase sempre tá feliz, se encanta com cada afinidade descoberta, e até aprende a gostar do que não gosta tanto assim, só pra acompanhar o outro. Aquelas mentirinhas, tipo quando a gente diz que não é ciumenta, que não liga de ficar em casa vendo filme porque...ah, nem queria cair na balada mesmo. A constante sensação de 'pisar em ovos', falar dos próprios gostos, contornar as diferenças, tentar ler pensamentos...andar por terras desconhecidas.

    Quem não vive isso, não sabe o que está perdendo.



    Escrito por elaine às 1:51:00 PM
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    Somedays I wanna...and suddenly it's gone.

    Então...
    Cansei.

    Muitas vezes eu prefiro fingir que não vejo o óbvio, pra continuar acreditando no que eu quero. Ignoro minha intuição, e no fim sou eu me culpando por tudo. Agora chega, cansei. Me redimi de toda culpa e não vou mais pensar no que posso ter feito de errado, ou certo. Fiz o que fiz, e por hora vou parar de tentar fazer mais.
    Não tá entendendo nada, né?
    Explico: eu tentei, e só.



    Perdeu a galinha dos ovos de ouro, amigo;

    Tudo é questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo. ;-)



    Escrito por elaine às 1:56:15 AM
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    As longas oito horas de viagem para a casa dos meus pais costumam ter um efeito singular sobre mim, me deixam de mau humor me fazem refletir sobre minha vida.
    Antes de entrar no ônibus, a pilha do meu mp3 acabou, e como não tive tempo de carregar as reservas, viajei sem música. Não dá pra ser feliz desse jeito.
    Havia escolhido uma poltrona do lado de outra que estava 'desabilitada' no sistema, logo pensei que viajaria sozinha, mas tinha uma tiazinha sentada na janela e eu tive que ir no corredor (odeio). E a poltrona estava com defeito, não inclinava. Irritação extrema.
    Depois que todos passageiros entraram, constatei que todos estavam sozinhos em suas poltronas, na janela. Muphy me ama.
    Tive que tirar o privilégio de uma pessoa viajar sozinha, fui no corredor de uma outra poltrona, dessa vez uma que inclinava.
    O filme que estava passando era ótimo, só que legendado. E eu tinha deixado os óculos em casa.
    Foi tanta irritação, que eu ri.
    E fiquei ali, pensando na alta capacidade que eu tenho de me irritar com pequenas coisas.

    Ao menos o metrô estava um marasmo só. Observei que as pessoas em São Paulo têm o hábito de ler. Várias pessoas lendo nos vagões, me senti inútil e pouco prática, por não ocupar essas oito horas lendo algo interessante - sequer lembrar de levar os óculos na viagem.
    Sentado na minha frente, havia um homem bonito, de terno e gravata, que me olhou e eu fiquei sem graça. Metrô durante a semana é um reduto de pobres proletários, sou solidária à eles.
    Minha irritação culminou quando eu descobri que meu ônibus só sairia da estação daqui uma hora. Eu ri, e pensei em onde estava com a cabeça quando inventei de viajar numa quinta-feira a noite. Peguei quinze minutos na lan house mais cara que já vi na vida, continuei irritada. Comprei pilhas, me viciei nessa música e finalmente parei de prestar atenção na vida alheia. A segunda parte da viagem foi ótima, ouvindo poemas de Florbella Espanca e sentindo inveja porque não fui eu que os escrevi e observando a paisagem noturna valeparaibana, mergulhada em pensamentos e solidão.

    Tenho impressão que a cada viagem dessas é muito mais produtiva do que eu posso imaginar. Reflito, observo, chego à conclusões, adoto medidas e tomo decisões, sentindo o alívio dos que voltam ao lar, ou dos que vão para longe dele, mas se meu lar é aqui ou lá, eu ainda não consegui descobrir...

    Nunca fui como todos
    Nunca tive muitos amigos
    Nunca fui favorita
    Nunca fui o que meus pais queriam
    Nunca tive alguém que amasse
    Mas tive somente a mim
    A minha absoluta verdade
    Meu verdadeiro pensamento
    O meu conforto nas horas de sofrimento
    não vivo sozinha porque gosto
    e sim porque aprendi a ser só...

    - Florbela Espanca



    Escrito por elaine às 6:24:06 PM
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    Mulheres de Sagitário

    Quando agem são: Honestas e versáteis, gostam de perceber que estão empreendendo algo novo. Têm uma tendência a perdoar as ofensas que contra elas são cometidas, mas quando perdem a cabeça o fazem com fúria total.

    As mulheres: São presenças marcantes, difícil deixar de notá-las, pois são exuberantes e vitais. Elas têm dois objetivos: agradar e serem notadas. São também muito ativas, empreendendo mil e um afazeres ao mesmo tempo, não conhecendo a palavra impossível, pois se elas desejam algo, dão por sabido que esse algo será conseguido. Por essa razão não aceitam os temperamentos frágeis. Quando finalmente descobrem que nem tudo pode ser conseguido, e que nelas mesmas há também algo de fragilidade, conhecem a depressão, saindo dela por meio de algum outro objetivo que as entusiasme.

    A sexualidade feminina: Apaixonadas e extremistas. Gostam de seduzir, de sentir que estão dominando a situação, sabem muito bem como fazer para inflamar a quem lhes interesse, mas elas mesmas também acabam perdendo a cabeça nesse jogo. São imprevisíveis, seus pares nunca saberão se aquilo que elas gostavam antes continuará sendo bem aceito. Mudam subitamente do calor para a frieza, necessitando ser reconquistadas o tempo todo. Não gostam de rotina, e precisam de diferentes encenações para excitar-se.

     

    Nunca confiei muito em horóscopo, mas as partes sublinhadas, principalmente, são FATO!

    fonte:

    Net Saber



    Escrito por elaine às 2:52:09 PM
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    Às vezes a vida me cansa.

    Já está virando hábito. Perdi meu óculos na viagem, de novo.

    Final de semana foi bom...não tenho tido do que reclamar, fora o sono da noite, que foi embora faz tempo. Tô virando vampira, só consigo dormir quando o sol está pra nascer. Ritmo cicardiano inverso...cansei.

    Tive sonhos estranhos, quase que proféticos...incomodam, mas nem tanto. Tô crescendo. Aprendendo a romper os laços, ao menos exteriormente. Grande avanço!

    Estou quase completa.

    Fundamental é mesmo o amor...



    Escrito por elaine às 12:39:16 AM
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    meus minutos mal somados...

    Me esqueci de lavar a louça, de apagar a luz, de trancar a porta da cozinha. Estou bagunçada, mais do que o meu quarto. Perdi, dentro do computador, meus textos; perdi, dentro de mim, a minha razão.
    Estou me bagunçando de propósito, pra ver se nessa bagunça, eu perco o que restou de você no que sou eu. Não insisto em valorizar o que eu devo jogar fora, não insisto em chorar o leite derramado; mas é que na sua ausência ainda há muito de você...

    esse muito é menos do que eu preciso, e quando eu disse nunca mais, não imaginei que nunca mais fosse tanto tempo...



    Escrito por elaine às 12:43:01 PM
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    Nunca pensei

    Um dia chegar

    E te ouvir dizer

    Não é por mal, mas vou te fazer chorar...



    Escrito por elaine às 10:24:23 AM
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    Ausência

    Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
    Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
    No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
    E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
    Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
    Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
    Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
    Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
    Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
    Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
    Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
    Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
    Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
    E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
    Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
    Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
    E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
    Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

    (Vinícius de Moraes)

    Bom, quando a saudade, a solidão e seja-lá-mais-o-que-for não dá trégua, e o único e-mail na caixa de entrada é um spam da Fnac, e o único contato on line no messenger é um primo distante, só resta a arte para fazer tudo parecer menos triste...

     



    Escrito por elaine às 10:30:07 PM
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    Buurrice?

    Eu formato meu próprio computador, sei usar o print screen, editar imagens no photoshop, entendo um pouco de programação, sem nunca ter tido aulas de informática. Escrevo bem, domino as regras de acentuação, pontuação e sintaxe. Sei interpretar textos, leio e até escrevo artigos científicos. Tenho um bom vocabulário e consigo conversar sobre diversos assuntos. Sei quando usar "porque", "por que", "por quê" e "porquê". Sei empregar crase, digitar e até usar o mouse touch. Já visitei exposições de arte, gosto de teatro e literatura. Já li muitos livros com mais de 200 páginas e sem ilustrações. Sei enviar e receber e-mails, inclusive com anexos. Sei o que é um firewall e o que significa defenestrar. Sei o que é música erudita e sou capaz de encontrar qualquer coisa no Google. Sei andar de bicicleta e dirigir carro. Sei o que fazer quando baterem no meu carro no estacionamento do shopping. Sei dirigir em vias expressas, viajo para cidades desconhecidas sozinha, sei usar o caixa eletrônico e a panela de pressão.  Sei andar de salto alto e me vestir bem para qualquer ocasião. Sei me portar em público e usar talheres. Sei quem é Oscar Wilde e Tim Burton. Sei cuidar das minhas finanças sozinha, faço minhas próprias unhas e sei operar eletrodomésticos. Sei sobre o Big Brother e o Totalitarismo. Sei escolher frutas no mercado, e fazer macarrão com almôndegas. Sei andar de metrô, trem, ônibus, moto. Sei me comunicar em outra língua, entendo um pouco de Libras, de animais e crianças. Sei fazer páginas na internet e bolo de fubá. Sei instalar e consertar chuveiro, já dirigi trator, e sei andar a cavalo. Me formei em Magistério, Turismo e Análises Clínicas. Passei num vestibular de faculdade pública e não acredito em tudo que a Veja ou a Globo dizem.

    Acho que posso dizer que sou inteligente.

    Então, por que (POR QUE MEU DEUS!) eu insisto em ser tão BURRA??



    Escrito por elaine às 1:08:24 PM
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    Como uma onda no mar...

    Algumas coisas não precisam ser verbalizadas, para de fato, serem ditas.

    E tudo muda, assim, de repente.
    Entendendo ou não, aceitando ou não...muda.
    Sabiamente, Lulu cantou que nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia.

    Tudo passa. Tudo sempre passará.


    E a vida vem em ondas, como o mar...e dá aquele caldo na gente. Daí a gente levanta, tosse e tenta respirar. Toma ar, prende a respiração e mergulha de novo. O que vai ter lá embaixo, ninguém sabe.

    E assim, num indo e vindo infinito, não adianta fingir, nem mentir pra si mesmo agora.

    Há tanta vida lá fora...

    mas, aqui dentro ainda tá vazio.




    Escrito por elaine às 9:43:44 AM
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    Antiquada e careta

    Não adianta, eu sou assim.
    Não aceito que as coisas se transformem assim, do dia pra noite. Não entendo, não me conformo. Não consigo.

    Não sou assim.

    Se amo hoje, amarei amanhã...e por tempo indeterminado.

    Pronto, falei.



    Escrito por elaine às 10:55:00 PM
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    aquela monotonia interior...

    Tô cansada.Preciso dormir uns 3 dias seguidos, mas não posso me dar esse luxo. Preciso decidir se fico aqui ou vou pra lá, se mato ou continuo morrendo, se procuro ou espero ser procurada. E só consigo pensar que preciso de um dia pra dormir o dia inteiro. Se pudesse, me daria  o presente de uma viagem a passeio, mas quem se anima pra passeio solitário em feriado prolongado?

    Estou me dando conta que eu não sou muito diferente de muita gente. Ando menos blasé, me esforçando um pouco (bem pouco) por relações sociais, mais disposta a arriscar voôs mais altos, e me sentindo mais sozinha e desorientada do que nunca.

    Tomei uma bronca de estremecer a coluna vertebral. Ouvi verdades nem tão verdadeiras, e me dei conta do quanto preciso me esforçar mais. Mas, vem cá...Eu tenho o direito de estar perdida, não tenho? E quem não me dá orientação, tem direito de me criticar?
    Que saco!!!

    Também tive conversas proveitosas, conselhos úteis e desinteressados de um bom cristão. Tô anotando tudo isso no meu caderninho, pra marcar um a um, os ítens realizados.

    Estou adotando uma aranha caranguejeira - se os donos me deixarem, claro.
    E justo eu, que tinha verdadeiro PAVOR desses bichos até bem pouco tempo, agora não passo pelo terrário dela sem parar, olhar, conversar e até acarinhar a bichinha...e tomei como objetivo tratar da saúde dela que está meio debilitada, digamos assim.
    É uma experiência bizarra, que também me fez descobrir que sei pouco de mim.

    Descobri que eu tenho uma grande e bem fundada aversão à relacionamentos principalmente os que envolvem laços afetivos em potencial...mas, se eu estou trabalhando até minha aracnofobia, por que não me dispôr a arriscar a segurança do meu coração vazio?

    Sei que posso ir mais longe, depois de pensar que cheguei no meu limite. Sei que posso voar mais alto, mesmo que o medo me impeça de tirar os pés do chão na primeira tentativa, mesmo depois de cair tantas vezes, me estabacar no chão e levantar toda quebrada. Sei que posso, sei que quero arriscar tudo outra vez.

    Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior!



    Escrito por elaine às 10:06:26 AM
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    Seja feliz.

    Seja feliz.

    Acorde de manhã, bem cedo. Vá correndo para o trabalho, enfrente dezenas de quilômetros e trânsito.

    Passe todos os dias pelo mesmo caminho, saiba de cor a cor das casas da avenida.

    Bata seu cartão, na mesma hora de todos os dias, sente na mesma mesa, use o mesmo computador, almoce a mesma comida, veja as mesmas pessoas ao longo de todo dia. Ouça as mesmas piadinhas, faça os mesmos comentários, fale as mesmas besteiras e finja que se diverte enquanto trabalha, pra não deixar que você perceba o quanto odeia isso.

    Saia do trabalho, enfrente mais uns quilômetros e trânsito, assista as mesmas aulas, nas mesmas salas, dos mesmos prédios que conhece há anos.

    Depois, pegue aquele mesmo caminho diário, e siga mais alguns quilômetros.

    Durma naquele seu quarto igual desde a sua infância, e sonhe.

    Sonhe seus sonhos mal sonhados, onde você faz o que nunca teve coragem de fazer, onde você enfrenta os fantasmas de quem foge todos os dias, entre uma rotina e outra.

    Sonhe com o que você desejou ter, com o que desejou ser, com o que abriu mão quando estava prestes a conseguir!

    Sonhe com o amor que você não teve coragem de retribuir!

    Sonhe com o homem que você não quer ser, sonhe com a felicidade que você não vai ter!

    Sonhe com os planos abandonados, com as viagens e cachoeiras.
    Sonhe com as fotos que não foram tiradas, com a vida que não foi vivida.

    Vamos, sonhe!

    E me diz agora que é um covarde, que se esconde do presente, no passado!
    Admita que teve medo, que é um perdedor, que não quer crescer!


    Seu LOSER!



    Escrito por elaine às 10:33:21 AM
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    Ato Falho

    Dia desses, senti uma necessidade enorme de entrar num shopping. Queria comprar aquele sapato que parece que não fabricaram meu número, queria ver uma blusa pra usar no sábado, e passar um pouco meu tempo livre, que estava sobrando.
    Entrei, olhei...passei por cada vitrine pelo menos umas quatro vezes. Achei o sapato, experimentei, mas não tive vontade de levar pra casa. Constatei que não era o sapato que eu estava procurando. Provei várias blusas, mas nenhuma era ainda o que eu estava procurando. Ansiosa, fui em outro shopping, e a situação se repetiu.
     
    Eu já estava impaciente comigo mesma, perdida entre vitrines, procurando algo que eu não sabia o que era. Me senti uma idiota por ter pensado que ali, eu encontraria o que me queria. Procurei em todas as lojas, e até na praça de alimentação, onde nenhuma comida despertava meu apetite. O que eu procurava? Demorei pra descobrir.
    Eu procurava por você. O que me faltava era você, me esperando no terminal. Faltavam suas mensagens ansiosas pela minha chegada, faltava aquele abraço de reencontro que eu tive que guardar para o meu travesseiro.
     
    Se existissem exemplares de você em alguma loja, eu parcelaria no meu cartão de crédito, e tudo estaria resolvido. Mas não há nada que pague a falta que você me faz.
     
    Quero você inteiro, e minha metade de volta.


    Escrito por elaine às 3:28:19 PM
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    Como pode ser?

    Enquanto meu coração antiquado e careta estava em fase de latência semi-completa, tomei a decisão de iniciar sua re-habilitação. Faxinei tudo, limpei bem pra ter certeza que não restaria nenhum traço do inquilino anterior. Ficou tudo com cheirinho de novo.
    Depois, tratei de decorar, conforme o gosto do morador. Mudei objetos de lugar, de sequência. Priorizei uns, despriorizei outros. Distribui enfeites, bibelôs, relicários e iniciei uma nova história, uma nova vida, com algumas facilidades e conveniências a mais, mas ainda necessitando do emprego da paciência e da tolerância, recursos altamente esgotáveis.
    Logo, houve falhas na manutenção, e o inevitável fim de tudo que é findável.
    Ainda não consigo ver o que restou, já que tudo tem seu fim, um dia.

    Falta de interesse mata qualquer coisa. Qualquer.

    Lá fora, passa o tempo sem você. 



    Escrito por elaine às 8:25:24 PM
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    ...que façam bom proveito do que me roubaram,

    porque eu trabalho, e tudo novo vou comprar.

                                                             (Ana Carolina)



    Escrito por elaine às 11:41:09 AM
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    Longe de você...

    ...longe de você eu preciso de algo mais
    Eu vivo na espera de poder viver a vida com você
    Vejo pessoas sem saberem pra onde o mundo vai
    Eu conto as horas para estar com você

    Que mundo é esse que ninguém entende um sonho?
    Que mundo é esse que ninguém sabe mais amar?
    Pra tanta coisa que faz mal eu me disponho
    Quando eu te vejo eu começo a sorrir
    Eu começo a sorrir

    Não quero desperdiçar a chance de ter encontrado você
    Hoje o que eu mais quero é fazer você feliz
    Vejo as pessoas e sei que juntos nós podemos muito mais
    Eu vivo na espera de poder viver a vida com você

    Molduras boas não salvam quadros ruins
    Eu procurei a vida inteira sem saber bem pelo quê
    Mas se pelo menos você estivesse aqui
    Eu conto as horas pra estar com você
    Eu estive lá na sua presença
    Só pra saber o que você diria sobre nós
    O que te diz mais?

    (Charlie Brown Jr.)

    Eu poderia dizer o quanto sinto sua ausência, mas prefiro pedir no silêncio que me entenda. Momentos de devaneio, telefonemas curtos e até grosserias não acontecem a toa. Você não sabe ler o que escrevo, não sabe entender o que falo nem o que faço. Por isso vou dizer de um jeito claro, pois é assim que sou, que estou cansada de ser clara sem ser notada. Um dia, sei que vai entender algumas das minhas (óbvias) razões e vai considerar meu desconsolo, que tem mais lógica do que Código Pascal. Só espero que esse dia esteja MUITO próximo.



    Escrito por elaine às 12:27:36 PM
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    dia de saco cheio (pra variar)

    Hoje eu não tô pra ninguém.
    E nem adianta bater na porta do quarto. Não estou, e pronto.
    Saco cheio do mundo, cansada de ser gente grande.
    TPM fora de época é foda.
    Provas e trabalhos são foda.
    Não querer ter uma vida pré-fabricada é foda.

    Eu sei é que agora, eu vou é cuidar mais de mim.

    Saudade já virou minha companheira permanente. Onde eu vou, tá lá a marvada. Às vezes até penso que é ela que me faz ter vontade de fazer nada, mesmo com tanta coisa pra fazer.
    É ela que me faz querer mandar tudo pra pqp e entrar no primeiro ônibus pra longe daqui.
    Só me resta descobrir um motivo pra  não fazer isso, porque eu já nem sei mais o que me prende nessa biografia impressa em papel barato que venho vivendo.

    Acho que vou fazer um curso de programação. Ainda não estou bem certa, seria péssimo fazer mais coisas por obrigação do que as que já faço diariamente...
    Talvez me matricule no Francês, ou vá fazer dança...Talvez eu vá dar aulas...talvez não faça nada, e continue sem dinheiro. Talvez me mude de Estado...
    Não sei.
    Pára o mundo, por favor?! É que eu quero descer...



    Escrito por elaine às 9:41:10 AM
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    Carta para Ninguém (ou não)

    Pode ir, já não há motivos para ficar, se é que um dia houve. Não vou sentir sua falta mais do que já sinto agora, estou no meu limite.
    Gostaria que ficasse, se quisesse tentar de novo, mas só se realmente quisesse. Tentar novamente é um risco,e pode ser ainda mais frustrante. Eu não ligo, não tenho nada mais a perder. Não me importo em continuar tentando, se você se importar em fazer dar certo também.
    Mas o que estou dizendo? Sou eu quem vou, não você. Você é indeciso demais para ir à algum lugar.
    Não sonhei uma vida inteira ao seu lado, nem casamento, nem filhos. Apenas queria que caminhasse ao meu lado, não importa para onde. A sua falta de rumo afetou a incerteza do meu destino, e eu quis te acompanhar, ainda que fosse para ficar aqui, parada, até que você decida para onde quer ir.
    Mas ficar parada, definitivamente, não é pra mim.
    Preciso estar em movimento, mesmo que não saiba onde vou chegar. Preciso caminhar, não importa pra onde, e não importa se só, ou acompanhada. Não me importo em mudar minha direção, se for pra caminhar ao seu lado, mas não posso ficar parada. Não sei ficar parada, esperar, fingir ou esconder minha ansiedade ou descontentamento.
    Esse desasossego é parte de mim, e sempre foi. Faça a gentileza de me entender, e se me entender, tenha o bom senso de se dicidir, mesmo que se decida por continuar parado onde está. Preciso continuar, com ou sem você.



    Escrito por elaine às 1:43:57 PM
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    Então... oi!

    Pra falar a verdade, o blog tá abandonado há alguns meses, mas acreditem, não é o fim da minha carreira de blogueira. Eu apenas fui forçada a escolher prioridades, mas o tempo todo sentia falta de escrever, deixar as palavras se desprenderem da mente, as frases fluírem e jogar para o teclado todos os questionamentos e comentários que sou obrigada a conter, alguns por serem socialmente inaceitáveis, outros por não terem nunca tido a oportunidade de verbalizarem-se. Agora estou de volta, pretendo readquirir o hábito e o treino, pois sinto que já não há mais a mesma inspiração e habilidade para lidar com as palavras, como antigamente. A vida adulta me modificou bastante - fui forçada a permitir isso, deixo claro. E nessas mudanças, muito, ou talvez pouco, de mim se perdeu, e até eu mesma muitas vezes me perco de mim. A memória muitas vezes falha, bem mais do que antes, as responsabilidades às vezes tira o meu sono, e os problemas tiram toda a concentração que eu poderia ter nos momentos livres, que não são mais livres.

    No entanto, continuo sendo quem sempre fui. Menos inocente, mais corajosa e responsável, só que cada vez menos paciente. Com tudo e com todos. As conversas ao telefone não duram nem um terço do que duravam antes, e Skype e MSN frequentemente me tiram a paciência. Não ando gostando de ser solicitada, mas isso tá longe de ser mas uma daquelas minhas fases de retiro e isolamento. É apenas um certo gosto pela solidão, que esconde um profundo encontro comigo mesma. Mais do que nunca, estou dando atenção à mim, e me ouvindo e entendendo...e crescendo!

    Eu vou, mas eu volto!

    ;)



    Escrito por elaine às 9:18:42 PM
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    Complexidade

     
     
    Sensação de queda livre que já dura algumas longas horas. Coração na boca, lágrimas contidas e sorriso nervoso.
    Totalmente fora da rotina, dos planos, fora do normal.
    Dores sincronizadas, saudades massacradas e a ilusão de continuar vivendo,
    como se a vida se seguisse, quando na verdade ela acaba.
    Acaba quando deixo, verdadeiramente de acreditar.
     
    Eu não deixaria nada, nem ninguém estragar minha felicidade, no entanto
    isso não depende só de mim.
     
    Feche a porta, por favor.
    E coloque o lixo pra fora.


    Escrito por elaine às 4:46:37 PM
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    dia-a-dia...

    Faculdade parece que emburresce a gente. Vivo sempre tão preocupada com os estudos e em aproveitar meu tempo entre as tantas atividades e obrigações, que mal consigo esboçar algumas palavras sobre meus próprios pensamentos.
    Outro dia me disseram que tenho uma personalidade forte, e  quando eu pedi que me definissem essa tal personalidade forte, ouvi que tenho idéias próprias e dificilmente eu mudo minha maneira de pensar, ou seja, sou teimosa e cabeça dura. Já vivi quase 24 anos e ainda não descobri se isso é defeito ou qualidade, o fato é que sei que sou assim, mas há um lado que ninguém vê. Ninguém percebe que essa minha mania de ser dona da verdade é pra esconder que eu não sei nada de nada, nem de mim.
    Eu valorizo muito a estabilidade emocional, e dela que parte todas a estabilidade nas demais áreas da minha vida. Sempre estou a par do que se passa em meu coração. Sou uma espécie de sentinela dos meus sentimentos, que sempre devem ser claros e coerentes pra mim. Aprendi há alguns anos que a gente pode sim, controlar o que sente, desde que a gente queira, e mais do que querer, eu faço questão. E as coisas que sei sobre mim param por aí.
    Eu sei de quem eu gosto e sei porque, sei de quem não gosto e posso enumerar os motivos. Frequentemente, penso que as demais pessoas são assim também, mas não é verdade. Então, a única coisa que sei sobre mim não se aplica à mais ninguém, além de mim. Definitivamente, eu não sou um bom objeto de estudo sobre a minha espécie...

    Escrito por elaine às 4:20:20 PM
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    enquanto é tão cedo...

    Inspirada pelo Andando na Chuva, resolvi entrar na poça d'água e falar sobre o tempo. O passado e o futuro, pois o presente vai muito bem, obrigada.
    É interessante quando a gente começa a pensar em como era e o que pensava há um determinado tempo.
    Há cinco anos, eu estava me formando, ansiosa e com um excesso de auto-confiança que os iniciantes na vida não deveriam ter. Excesso de auto-confiança gera frustração...e a ansiedade pode ser a causadora de grandes problemas que a gente mesmo arruma pra gente.
    Daqui há cinco anos, quero apenas estabilidade financeira num emprego que não coloque em xeque minha sanidade mental e física.

    Há cinco anos, estava com o mesmo peso de agora, e o cabelo comprido. Tinha ideais comuns e fé inabalável, no místico, e nas pessoas.
    Daqui há cinco anos, quero continuar vestindo 38 e ter o cabelo comprido. Quero continuar acreditando no mundo pelos mesmos motivos redescobertos há pouco tempo, e encontrar alguns novos, por mais difícil que isso seja.

    Há cinco anos, eu estava em final de adolescência, mas parecia que o começo da vida adulta era precoce. Pintava as unhas de rosa, usava sapato boneca, saia de prega, ia em show de rock, queria independência, tinha curiosidade quanto aos homens, amor platônico e não sabia qual era meu lugar no mundo.
    Hoje, adulta, às vezes ainda pinto as unhas de rosa, às vezes ainda uso sapato boneca, mas a saia de pregas foi abandonada. Vou em show de rock sempre que puder (e o sempre é quase nunca), tenho independência e sei o que fazer com ela, já saciei minhas curiosidades quanto aos homens, tenho um amor de verdade e continuo sem saber qual é o meu lugar no mundo, mas tenho algumas opções.
    Daqui há cinco anos, quero tudo isso, menos não saber qual é o meu lugar no mundo. Quero continuar tendo pessoas maravilhosas na minha vida, e de preferência, fisicamente próximas. Ter dinheiro e esse amor, ainda vivo, ainda saudável, desejado e querido como agora. Saúde e paz.



    Escrito por elaine às 10:05:29 PM
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    Carta sobre o que vai ser...

    Eu espero que a vida não exagere nos juros, quando chegar a hora de te cobrar por todo sofrimento causado à tanta gente. E espero que você saiba bem o que estará pagando, e por que. Espero que você tenha alguém pra te preparar um chocolate quente ao cair de uma noite fria, alguém pra caminhar do seu lado no final de uma tarde de domingo, e alguém pra te dizer que tudo vai ficar bem. Espero que você tenha motivos além do trabalho pra acordar todos os dias de manhã, e tenha com o quê sonhar durante as noites. Espero que você tenha almoços de domingo, espero que ainda existam pessoas dispostas a te dar um sorriso, e que você consiga aprender o significado e a importância da palavra "respeito".
    Eu espero que haja flores e música, e que mesmo o seus momentos mais infelizes sejam iluminados pela consciência do que se passa. Espero que sua vida se encaixe como um enorme quebra-cabeça, e ao final você tenha a certeza que montou cada peça em seu devido lugar, e que você tenha tempo suficiente pra acertar. Espero que seu mundo não páre de girar, mas que nessas voltas, você não perca de vista os pedaços perdidos de você mesmo. Espero que você ainda possa ser lembrado com carinho, ou no mínimo, com respeito.

    Escrito por elaine às 11:56:18 PM
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    Blogar na Lua

    Hoje de manhã, como de costume, lendo a Folha, deparei-me com uma reportagem onde "especialistas" afirmam que Lucas Lima e Juliana Paes são doentes, pois atualizam seus blogs durante a lua-de-mel. Lucas chegou ao extremo de postar na noite de núpcias! (só acho que essa é a prova cabal de que Sandy não casou virgem hahaha)


    Aqui, gente: como blogueira de longa data, eu defendo não só o direito das pessoas fazerem (ou não) o que quiserem em sua lua-de-mel, como também o direito de postarem em seus blogs quando der vontade. Entendido?
    E os psicos de plantão, façam o favor de cuidar da própria vida e deixa o povo blogar em paz.

     

    mas, uma coisa é certa. Nada como encontrar alguém que faz a gente esquecer de postar, de checar e-mails, de desligar o forno, de pegar o documento do carro...só pelo fato de estar perto. E nem precisa ser em lua-de-mel...



    Escrito por elaine às 2:54:55 PM
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    Não gosto de esperar pelas palavras não pronunciadas, e é exatamente por esperar o que não é dito, que acabo por deduzir as palavras que se dissolvem antes do verbo. É estranho supôr os sentimentos/pensamentos alheios, mas minha intuição quase nunca erra...e quase sempre me tira a paz.
    Já decidi que não vou mais gastar meu latim tentando me fazer entender. As pessoas só entendem o que convém à elas, e essa regra,definitivamente não tem exceção.


    Escrito por elaine às 5:34:28 PM
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    Toda vez que eu digo adeus

    Eu quase morro

    Toda vez que eu digo adeus

    Aos deuses eu recorro...

     


    ...nenhum deus contudo parece me ouvir
    eles veêm tudo e te deixam partir...



    Escrito por elaine às 9:55:42 PM
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    Alguns dias lembram outros (passados)

    Aquele dia estava assim como hoje. Ensolarado, algumas nuvens, um leve vento e desespero somado a estranheza. A mala comprada na última hora, documentos e roupas arrumados às pressas, e a sensação de estar caminhando para o abismo do desconhecido e implanejável.

    Escrito por elaine às 1:11:23 PM
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    as melhores coisas da vida


    Pôr-do-sol na praia


    Ler


    Namorar


    Ver a noite virar dia

     

    *não necessariamente nessa mesma ordem.



    Escrito por elaine às 10:16:48 PM
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    Desmistificando - Suinocultura por um Historiador

     Do ponto de vista etimológico e semântico, o substantivo porco, serve de origem a outros substantivos, adjetivos, ou mesmo verbo, tais como as expressões: PORCO, PORCARIA, PORCALHADA, POCILGA, EMPORCALHAR, etc. Sob esta óptica sub-repticiamente, usamos e abusamos de substantivar e adjetivar o que deriva do porco, àquilo que está ligado à imundice, ao lixo e ao mundano.

    Como a linguagem é uma vertente da cultura, só através da cultura e da antropologia podemos compreender todas as nuances que nos levam a desmistificar a cultura suína e o "pobre porco". Sabemos, por exemplo, que a comunidade judaica não come a carne suína. Será por quê? Será que é devido a algum preceito religioso? Por um lado temos que racionalizar acerca do povo judeu que durante séculos, perambulou, sem pátria pelos desertos asiáticos.

    Como então criar um animal como o porco que por suas características biológicas precisa de muita água? Como racionar água no deserto? Esses são alguns entraves e dilemas vividos pelo povo nômade com as dificuldades vividas em terras tão inóspitas. Por outro lado, sabemos também que o cristianismo, formação religiosa e cultural dos povos ocidentais tem a sua gênese do judaísmo e importou, de forma acidental e incidental, a cultura judaica. Daí conseguimos um pouco entender ao que foi legada e relevada a criação suína: as pocilgas imundas, aos fundos dos quintais, aos dejetos e aos lamaçais.

    Mas o porco não é "porco". Ele precisa é de muita água e como qualquer ser vivo necessita organicamente de limpeza para viver bem. A carne suína não é imunda ou "remosa" quando essas provem de uma cultura racionalizada e equacionalizadamente higiênica. Podemos então inferir que a carne suína quando equilibradamente balanceada é tão saborosa, quanto "pura" e protéica; jamais "impura", mas sim nutricionalmente apetitosa e "sadia".

    João Carlos Freitas
    Historiador
     
    Tirei daqui, ó!!


    Escrito por elaine às 8:53:39 PM
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    em algum lugar no infinito

    Eram os meus pensamentos, minhas palavras escritas com esferográfica azul em papel de carta, minha voz afogada no choro e os beijos nunca beijados que ele queria. Queria à mim, mesmo podendo ter o que desejasse, ele queria o inexplorado, o inédito, o nunca vivido. - queria o invivido. À ele não bastava a paz de um entardecer, nem a agitação das noites boêmias. Ele queria a minha paz, e toda a loucura que eu não tinha. Queria o impossível, intocado, intocável. Queria mudar o rumo de uma vida, mesmo que fosse para uma rota incerta e tortuosa. Queria provar, vencer, e como prêmio conquistar toda a conveniência e satisfação que só os vencedores conhecem. Não era nada diferente disso, nem era maldade, apenas edonismo; egoísmo com um leve e esporádico toque de crueldade. Edonismo inspirador das noites de verão, egoísmo do posseiro com a terra, esporadicidade da instabilidade das vontades humanas, crueldade das palavras descabidas, contraditas ao suposto sentimento - o amor.
    Era isso, e nada muito além. A explicação mais simples para a vida mais complexa. Tudo que estava o tempo todo anotado no verso da contra-capa, mas eu nunca pensaria em ler. A ânsia pelo novo trouxe a pressa, e a pressa trouxe o acidente que me cegou a visão. Ele queria, ele conseguiu. E eu também.


    Escrito por elaine às 10:36:56 PM
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    mera melancolia...

    Às vezes me lembro sem querer daquelas noites de coração acelerado. Músicas, lugares, o céu noturno...Aquela rádio FM local que toca músicas românticas e velhas durante a noite, a lua vista do pára-brisa do carro. Quase posso sentir o cheiro da sua presença, quase posso ouvir sua voz, como se ainda vivesse no tempo em que mentiras eram justificadas pela felicidade que não passava de miragem.



    Escrito por elaine às 11:01:47 PM
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    A maldição de Botucatu

     Definitivamente, não é lenda.

     Essa cidade é do mal. Essa história de terra dos bons ares é conversa!

     Se você não estuda ciências agrárias, melhor ficar longe dessa cidade.

                                                                                          Fica a dica!

     



    Escrito por elaine às 11:07:44 AM
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    Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente...

    Apesar da correria e maluquice do último feriado, tive bons momentos de reflexão. Decidi que vou ser uma grande mulher. Vou contar até dez, vinte se for preciso. Não vou mais desejar mal à ninguém, nem que seja uma simples diarréia, calvície ou impotência sexual. Não vou mais ouvir/ver as idiotices e imbecilidades do povo da faculdade. Não vou responder perguntas esdrúxulas com ironia, nem ligar o rádio no último volume às 7 da manhã porque as vizinhas só me deixaram dormir às 4. Não vou mais deletar e bloquear todos os contatos de quem esquecer o MSN aberto em computador público. Não vou atrasar devoluções de livros na biblioteca, nem rir internamente quando os mais CDFs da sala tirarem nota baixa. Vou exercitar minha paciência ao máximo. Entoar mantras se for preciso. Respirar fundo, fechar os olhos e me imaginar em Ilhabela, antes de ter vontade de mandar alguém pra PQP.

    Vai ser difícil, mas eu tentarei ser uma pessoa melhor. Juro.



    Escrito por elaine às 10:45:23 PM
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    Eu tô voltando pra casa!

    Depois de dois meses, finalmente vou comer a comida da minha mãe, me irritar com meu pai amolando faca no mármore e tomar o café da minha avó. Coisas que antes eram tão triviais, e hoje são tão esperadas! Na prática, a minha casa é aqui. Aqui que eu passo os perrengues, pago as contas, durmo e acordo quase todos os dias do ano...Aqui estou construindo minha vida profissional e vivendo as dores e delícias do mundo adulto. Mas a casa da minha mãe tem a cama pronta e rango no fogão, luz acesa e espera no portão de madrugada (mas os dois últimos ítens eu dispenso). Nada é melhor do que estar perto das pessoas que eu amo...mesmo sabendo que meu lugar não é mais lá. Sou feliz aqui, mas lá é mais simples sorrir. Lá posso abraçar e apertar o Apolo, encher o saco do Sansão, andar abraçada com o Kinhas no shopping, matar as saudades da Fah, fofocar com a Branca e a Aninha, ir ao cinema com pacotes de Ruffles na bolsa, ligar pra todo mundo que eu tenho vontade, caminhar no parque ecológico, dançar até amanhecer...Mas, ainda falta a parte de comer pão de queijo na casa da Grega...
    AmEEga, te amo demais...e conto os dias, as horas pra te ver de novo!

    Além de tudo....tem coisas que ficam bem melhor juntas!



    Escrito por elaine às 9:45:54 PM
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    Palavras são como os boêmios, gostam de sair à noite...

    A necessidade de decorar livros e mais livros de assuntos técnicos e inúteis em sua maioria, estão tomando conta de toda e qualquer capacidade que um dia eu tive de escrever sobre qualquer assunto. Simplesmente não sai. Revirei meus arquivos, e tirei do fundo do baú os últimos textos postados. Mas agora, como o Venâncio (meu computador já senil) pifou de vez, fiquei sem nada interessante pra colocar aqui. Daí resolvi escrever pra registrar essa minha fase de "nadismo intelectual". Há tempos não posso me dar ao luxo de ler um bom livro, de visitar os sites que gosto, de ler os blogs que eu lia, de escrever para os amigos que eu escrevia, de responder rápido meus recados. Até Orkut já está se aposentando, e ficando cada vez mais de lado. O mundo adulto me toma o tempo das coisas que gosto. Mas, ainda posso dizer "ainda bem que a gente tem a gente". Porque tudo é pior quando a gente não tem porquê esperar pelo final de semana, pelo feriado prolongado, pela viagem de férias com o coração apressado e apertado. Tudo é pior sem o seu sorriso, seu beijo de bom dia e seu cansaço no fim do dia, sem seus convites esdrúxulos, sua lembrança, seus telefonemas e sua companhia....

    Pronto, consegui fazer um post brega.

    Por mais que eu seja obrigada a selecionar minhas prioridades, algumas coisas simplesmente nunca mudarão. A saudade que é minha companheira, os sonhos que me movem e a minha admiração por quem tem o dom de fazer a vida de alguém um pouquinho mais feliz.                              Admiro o que há de lindo e o que há de ser...você!

     

     



    Escrito por elaine às 11:16:16 PM
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    Pra onde vão os amores não vividos?

    Quem melhor do que eu pra falar deles?
    Tive vários. E atire a primeira pedra quem nunca teve um.
    A gente se apaixona sem querer, quando menos espera...
    Um ideal maravilhoso é projetado em cima de um pobre mortal, que tantas vezes nem chega a saber que é alvo de tão alucinante sentimento.
    Os amores não vividos estão longe da loucura da paixão, e até certo ponto são sadios. Depois que passam, e se passam, deixam uma pontinha de saudade. São boas lembranças.
    Eu acho que sou nostálgica por natureza, e quem me conhece sabe disso. A nostalgia dos amores não vividos me traz uma sensação de vida bem vivida. Contraditório? Talvez não.
    Se a ilusão tantas vezes é a frágil estrutura que sustenta o que sobrou dos meus sonhos, posso dizer que meus amores não vividos são guardados com muito carinho na lembrança. Sem arrependimentos ou tristeza. Melhor que assim tenham sido - não vividos.
    Prefiro um amor não vivido, do que um vivido e arrependido.

    Escrito por elaine às 2:13:27 AM
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    Depois de você...

    Ainda que por um instante
    Pude sentir como no passado
    Tão distante e isolado
    Os triviais e valorosos encontros
    Enquanto estava você, ainda, ao meu lado.
    Não há tempo que passe e leve
    A lembrança já desbotada da amizade
    Não há sentença que te obrigue a pagar
    A vida que você me deve.
    Não há vida suficiente pra explicar
    Toda a saudade que você deixou
    De tudo que já está desbotado,
    De tudo que não vai mais acontecer,
    De todo esse passado borrado.
    Para continuar vivendo
    Quando já não há mais você
    Cada dia coberto de saudade
    Faço parecer o último antes da eternidade
    Fingindo alegrias, planejando felicidades
    Vivendo amores, sorrindo amizades
    Que incredulamente inventei.



    Escrito por elaine às 9:01:47 PM
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    Nemastê!

    Quando a gente cresce, tem que aprender a ser indiferente com a gente mesmo. No mundo adulto não existe licença-crise-emocional. Essa semana conversei com uma pessoa que brevemente conseguiu me lembrar que o mundo não pára pra que a gente recolha os caquinhos do coração. Seja o que for que aconteça, é impossível fugir. O mundo nunca vai parar de girar pra eu descer, por mais enjôo que eu sinta. Não é novidade, eu sei. Mas é sempre bom lembrar, pra não ficar esperando que aconteça o impossível ou anti-natural.

    De repente, encontrei a peça que faria todas as articulações da minha vida moverem-se em harmonia. Agora, só falta saber instalá-la no lugar certo, da forma certa.

    São esses pequenos detalhes que, às vezes me dão um pouco mais de esperança nesse mundo.



    Escrito por elaine às 12:15:37 AM
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    ...Mas eu guardo tudo aqui no meu peito

    Tanto tempo estudando o seu jeito

    Tanto tempo esperando uma chance,

    Sonhei tanto com esse romance...

    Que tola, mas eu não consigo evitar...



    Escrito por elaine às 1:01:52 AM
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    Sobre a praticidade dos descartáveis

    Não sei se é um romantismo estúpido, uma carência afetiva incalculável, um prazer mórbido de se iludir e criar situações conforme as que idealizamos ou seja lá qual for a lógica insana que faz as pessoas se tornarem pateticamente descartáveis. Eu ando aprendendo que rotular não é legal, mas prazo de validade é indispensável.
     
    Eu disse que gostava de você.
    Só não disse até quando.
     
    Pois é.
    Seu prazo de validade expirou. Você já não tem mais o encanto do novo, nem a praticidade esperada. Não faz mais efeito. Nem sinto borboletas no estômago. Você já não serve mais para ocupar o meu mundo. Já está desbotado, esgotado. Você acabou.
    Hora de te descartar, baby.
    Isso que dá aproveitar ponta de estoque.
     
    Hora de te limpar daqui.
     
    Antes que eu permita que aconteça o contrário.


    Escrito por elaine às 3:46:45 PM
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    fim de férias...

    Teve viagem, teve show, teve magia, teve loucura, teve espera e fila quilométrica. Teve mala grande e pesada, mais viagem, espera na calçada de madrugada. Teve aventura, teve faxina, teve praia, teve sol, teve chuva, teve praia a noite, novas amizades, novas comidas, novas burradas, novas besteiras, novos passeios, reconciliação. Teve balada, teve surpresa, teve carnaval.

    Agora tá na hora de voltar pra rotina.

    Que tudo dê certo e que nenhum esforço seja em vão. Que eu consiga dizer o que preciso àquela pessoa que precisa ouvir o que eu preciso dizer. Que eu consiga passar em todas as matérias no final do semestre. Que não falte dinheiro nem gente bacana. Amém.



    Escrito por elaine às 12:35:16 PM
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    Tá faltando graça e tá sobrando espaço...

    Palavras desmedidas, descabidas, abusadas.
    Sua vida, sua paixão, seu entusiamo. Tudo que eu queria que fosse e nunca será.
    Palavras que saem da sua boca como água da torneira. Deliberadamente, indiscriminadamente, inconsequentemente.
    Palavras nas quais eu brevemente acreditei.
    Fantasiosamente acreditei.

    E meus pés saíram do chão por alguns momentos. Breves momentos.
    Consciente, em todos eles.

    Saudade e pontos de interrogação.
    Em breve, um adeus.

    Escrito por elaine às 1:46:48 AM
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    Divagações...

    Vazio é espaço cheio de nada. Ausência é presença de quem não está. Tristeza é o que a gente acha quando procura a alegria no lugar errado. Saudade é pensamento no que foi bom e é passado. Solidão é quando a gente é um só e fica triste com isso. Amar é o que a gente faz em troca do bem que alguém nos faz. Amizade é o que a gente inventa pra fazer a vida ficar melhor. Viver é obrigação de quem nasce, morrer também é.

    Escrito por elaine às 10:13:19 PM
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    Esclarecimentos Gerais

    Eu sei que as pessoas muitas vezes nos falam coisas pensando em ajudar. Sei que brasileiro é um povo solidário por natureza, e também que muita gente adora cuidar da vida alheia também por natureza, mas tem algumas coisas que eu gostaria de esclarecer pra everbody.

    Assim...já me falaram que me acham solitária, que eu preciso me abrir mais pras pessoas, e muita gente se assusta quando eu digo que não tenho namorado, nem ninguém que me prenda por laços amorosos ou sexuais. Pessoas tentam me apresentar homens e me dar conselhos amorosos.
    Tipo assim...sou solteira convicta sim, e sou feliz assim.

    Não quero ninguém pra me ligar no celular perguntando onde estou, nem pra censurar minhas roupas ou implicar com meus amigos. Não quero ter que dar satisfação quando viajo, com quem saio ou onde vou.Não quero ter que comprometer meus finais de semana com a mesma companhia...Não quero ficar preocupada porque fulaninho não ligou ou não entrou no MSN, não quero vigiar o Orkut de ninguém nem ser vigiada por ninguém.  Não quero ficar fora das principais festas de faculdade. Não quero beijar sempre a mesma boca, ouvir sempre a mesma voz ao pé do ouvido, ser tocada sempre pelas mesmas mãos, isso tudo é muito chato!
    <desabafo>
    1. Não quero ninguém pra me encher o saco, porra!! Se vocês gostam disso tudo, eu não gosto e pronto. Não me tratem como se eu fosse um ser de Marte por isso e principalmente, não fiquem mirabolando planos pra me tirarem dessa minha suposta "solidão". Não preciso de um grande amor, e nem quero. Descobri que ele é criação da nossa mente, e que por esse tal "amor" criamos também o sofrimento e a dor.
    2. Me abrir mais pras pessoas o caralho. Eu me dou o luxo de escolher as pessoas com quem me relaciono sim, e prefiro ficar em casa sozinha assistindo aos meus DVDs do Chico Buarque do que estar em companhia qualquer, fingindo um sorriso com um copo na mão.
    </desabafo>

    Às vezes eu espero demais e me decepciono, mas quem não se decepciona? Afinal, é tão difícil encontrar nesse mundo alguém que consiga entender o que eu quero.
    Quero histórias bacanas e curtas, não pra contar, mas pra guardar entre minhas melhores recordações. Quero beijos inesquecíveis, amores instantâneos, benéficos, cômicos, inesperados, quero sorriso sincero e principalmente, dignidade e liberdade. Quero respeito à minha condição, seja ela qual for.

    Já perdi muito tempo vivendo por um homem idiota que nem é digno de ser chamado homem, enquanto eu deveria estar vivendo o que vivo agora - a minha, e somente a minha vida. Já fui tapada e comum por muito tempo. Agora que sei como é o mundo, como são as pessoas, e principalmente, como eu sou, pode acreditar que estou fazendo o melhor pra mim.

    No momento estou preocupada com meu aluguel que subiu, minha recuperação em Bioquímica, que dia vou viajar, se terei tempo pra fazer tudo que quero aqui, com qual será meu próximo corte de cabelo, com a escova de chocolate que comprei e ainda não usei. Assuntos que dizem respeito à minha, e somente à minha vida, e isso não inclui nenhum tipo de romance ou joguinho de conquista. Saca?!

    Estou feliz como há tempos não sabia como era! E se meu conceito de felicidade é diferente do da maioria, é porque não sou comum. Portanto, não me compare e não me encha o saco!

    ;)



    Escrito por elaine às 12:29:44 AM
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    - Meu filho, dá licença pra mulher passar!

    "Ahn? Mulher?!

    E eu que há um tempo ficava brava por me chamarem "menininha", de repente, assim, no meio da rua, numa tarde de quinta-feira eu descubro, sem nenhuma intenção ou preparo que sou "mulher".
    Mulheres têm responsabilidades, filhos, marido, emprego, comadre, compadre, cunhados, afilhados, sobrinhos...
    Eu não tenho nada disso.
    Minha responsabilidade é cuidar de mim, e só de mim. Tá, no máximo do Sansão e do Apolo. Cuidar de nós.
    Reflexão estranha e chocante pra quem ainda compra roupas na sessão infanto-juvenil, mas tem a obrigação de pagar o aluguel e fazer supermercado. Pra quem, vez ou outra ainda pode dar-se o luxo de ser inconsequênte em pequenas coisas, mas sabe que um deslize pode mudar toda a sua vida. Pra quem não sabe cozinhar direito, mas é obrigada a cuidar do próprio coração e dirigir a própria vida.

    Eu já devia ter me dado conta de certas coisas há mais tempo.

    Posso até já ser mulher, mas ainda sou uma mulher bem diferente da mulher que quero ser.



    Escrito por elaine às 12:59:20 AM
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    Ano novo, burrices novas!

     

    E foi assim, de preto - deu vontade de inovar! - com sandália na mão e pé cheio de areia.
    Muita lentilha e paz no coração. Aliás, uma paz que há um bom tempo eu não sentia.

    Nada melhor do que estar de bem com a gente mesmo, apesar dos pesares...hehehe

    Mulé, até quando tenta ser esperta só consegue mesmo é ser mais burra ainda!
    E eu já comecei o ano rindo das cômicas tragédias típicas da minha vida. Qualquer coisa como pensar que tá tudo sob controle e perceber que eu gosto mesmo é de perder as rédeas da situação e no final das contas ficar com cara de tacho, esperando o que não vem.
    Passam-se os anos e a burrice continua.
    Só resta assumir as orelhas afinal, como diz Idiotilde: "toda mulher inteligente é uma burra assumida".

    Sopa de capim pra mim! (e capim do Norte, tá bein?!) =P



    Escrito por elaine às 9:37:57 AM
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    Retrospectiva 2007

    Comecei o ano super feliz e apreensiva.
    Feliz porque depois de todo sufoco, minha avó passou as festas do meu lado, e eu tive medo de que isso não acontecesse. Apreensiva porque sabia que o resultado do vestibular mudaria a minha vida, como de fato mudou.

    Troquei de óculos, e o carnaval teve gosto de despedida. Mesmo odiando carnaval, adorei isso.
    Mudei de cidade, encontrei muita gente filha-da-puta e algumas poucas pessoas legais, o que me fez reaprender a dar valor à quem merece, e não mais teimar em valorizar quem não tem valor algum, ou seja, a maioria das pessoas. Pode parecer coisa de gente sem coração, mas acredite, eu tenho um, e só eu sei o preço que pago por isso.

    Viajei muito. Experimentei beijos e abraços que muito me serviram em poucos momentos.
    Foi o ano que mais ri e também o que mais chorei.
    Estudei pra caralho.
    Aprendi que iogurte com bolacha de maisena ajuda no raciocínio, e que comer meio quilo de chocolate em dois dias não faz a ansiedade passar.

    Algumas vezes, um telefonema teve o poder de me fazer voltar à vida, e eu nunca imaginei que falar com minha mãe no telefone numa tarde chuvosa de quarta-feira me faria tão bem.

    Tive coragem o suficiente pra fazer valer meu direito à liberdade, e comprei briga grande por isso.
    Quando precisei, pessoas que mal me conheciam me ajudaram, e isso as faz especiais e continuará fazendo pelo resto de meus dias.

    Foi engraçado ler no jornal a manchete "Incêndio misterioso em casa de estudantes", seguido da foto de um caminhão de bombeiros em frente a minha casa. Mas, graças a Deus não foi nada grave.

    Bebi pra tomar coragem e bebi pra esquecer, não quem sou eu, mas quem são as pessoas. Bebi também por diversão e aí percebi que, se é pra haver ilusão, que seja provocada por mim mesma e então, não permiti nem permitirei que outra pessoa me iluda.

    Fiz por teimosia o que no passado fiz por amor. E continuarei fazendo, pois sei que uma hora saberei que valeu a pena.

    Constatei que o amor e a amizade são atemporais e não dependem da distância e é isso que faz qualquer viagem valer a pena.

    A razão me manteve longe das loucuras, e percebi onde está meu maior erro. Terei muito trabalho, mas farei o possível pra corrigi-lo. Quero a auto-piedade bem longe de mim, e assim conseguirei fazer meus sustento a partir das lágrimas que derramei, e asas das penas que eu mesma senti de mim.

    Fiz tudo o que quis, sem passar vontade. Disse tudo o que tinha que dizer, sem palavras entaladas. Assumi cada palavra e assinei embaixo de cada ato - coisa que todo mundo deveria fazer.
    Com isso, muita gente se surpreendeu ou se assustou.

    Dei o grito de liberdade das pessoas que crescem e se recusam a ser iguais a todo mundo.

    A inocência que atirei pela janela me liberou as mãos pra carregar virtudes muito mais proveitosas, como dignidade e caráter, palavras que não existem na vida de muita gente que ostenta boa imagem e esconde sua podridão.

    Pra temperar os sonhos e curar as febres...ANO NOVO!



    Escrito por elaine às 2:28:25 PM
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    Numa ilha deserta...

    Você vai passar exatamente um ano em uma ilha deserta, onde existe uma certa infra-estrutura, mas ela é limitada.
    Além de você não haverá mais ninguém na ilha, mas você terá acesso a alguns privilégios limitados.
    Com isso em mente, seguem as perguntas:

    1. Na ilha você terá água à vontade e frutas nativas.
    Se souber pescar, com sorte vai poder comer um peixe de vez em quando.
    Fora isso, você terá que escolher apenas um tipo de comida salgada e um tipo de comida doce para comer todos os dias, o ano inteiro (podem ser cruas ou cozidas). Quais você escolhe?

    - Arroz e gelatina. Arroz é o 'substrato' de qualquer prato salgado...e não enjoa...E eu nem gosto de gelatina, mas deve ser o doce que dá menos enjôo pra se comer todo dia, sem falar que é nutritivo (não sei bem porquê, mas todo mundo fala).


    2. Além da água (e, também com sorte, água de coco se você estiver disposto (a) a subir no coqueiro) não há nenhuma outra bebida na ilha, mas você pode também escolher um único tipo de bebida, fria ou quente, alcoólica ou não, para ter à sua disposição ao longo do ano. Qual você escolhe?

    - Caipirinha...pra fazer o tempo passar mais rápido. Rs!

    3. Para manter a tradição, você pode também levar um único livro. Que livro você leva?

    - Operação Cavalo de Tróia em volume único (deve existir, né!)

    4. Igualmente, você poderá levar um único filme para assistir. Que filme você leva?

    - O Fabuloso Destino de Amelie Poulain...quando enjoasse do filme, usaria pra aprender francês :P

    5. Você terá um notebook à sua disposição, mas com um único programa instalado.
    Mas você não pode usar um programa de comunicação (como email ou mensagens instantâneas).
    Qual programa teria mais utilidade para você e por quê?

    -Word, sem sombra de dúvidas! Escreveria um livro e sairia da ilha pra estrada do sucesso! =)

    6. Você poderá acessar a internet, mas este acesso é limitado a um único site, o ano todo.
    (Se você escolher o Google, por exemplo, não poderá navegar para os links dos resultados da sua busca, que estão fora do Google). Também não pode ser seu webmail, Meebo e afins ou sites de notícias (o que elimina os portais). Fora isso, não há restrição nenhuma ao tipo de site, inclusive os que permitem comunicação de outros tipos. A qual site você quer ter acesso por um ano e por que?

    - Ao Andando na Chuva...se foi a Fabi quem me colocou nessa ilha, que pelo menos tenha a decência de me manter informada! rs!

    7. Você também poderá ouvir música. Mas, claro, você terá que ouvir a mesma música o ano todo, pois só pode escolher uma.
    Qual você leva? E se fosse um CD?

    - November Rain, de Guns'n Roses, é longa e eu não enjôo de ouvir. Agora CD é difícil de escolher...acho que levaria O Teatro Mágico.

    8. Você poderá escolher um dia do ano para fazer uma única ligação para uma única pessoa, com quem poderá falar por 10 minutos. Para quem você vai ligar, quando e por que?

    - Pro meu pai...Não suportaria não ouvir a voz dele, amo demais aquele véio. =P

    9. Você poderá escolher um programa de TV para assistir ao longo deste ano na ilha - limitado à freqüência de uma vez por semana.
    Você só não poderá assistir nenhum tipo de noticiário, fora isso não há restrições.
    Que programa você quer assistir?

    - Nenhum, mas se tivesse que escolher seria Altas Horas. (ainda passa?)

    10. Quando for seu aniversário, você terá direito a receber uma carta de um(a) amigo(a) ou familiar que tenha uma novidade para contar (sobre si próprio ou não). De quem você gostaria de receber a carta e com qual notícia?

    - Da minha ex sogra, contando que o filho dela morreu. Do meu pai contando que ganhou na mega sena.

    11. Como não queremos que você transforme uma bola de vôlei no seu melhor amigo imaginário e a única pessoa na ilha será você, você terá direito a levar um animal de estimação para lhe fazer companhia (veja como estou facilitando sua vida!).
    Que tipo de animal você escolhe e por que? É um animal que você já tenha?

    - O Apolo. É uma ótima companhia! :)

    12. Do que você acha que sentirá mais falta? (Contato com as pessoas? Tecnologia?
    Não saber o que está acontecendo no mundo? Etc…)

    - De ter obrigações. Essa ilha deve ser um tédio! ¬¬

    13. Por outro lado, o que você acha que será positivo, proveitoso ou benéfico na experiência? Ou divertido?

    - Seria maravilhoso tirar férias desse mundo tão estranho, acho que eu  voltaria dessa ilha com um auto-conhecimento bem maior, e fazendo ainda menos questão da presença das pessoas.

    14. Por fim, você tem direito a levar 3 outros itens à sua escolha que:
    a) não entrem em contradição com nenhuma das perguntas anteriores
    b) não seja algo que você vá usar para sair da ilha, como um barco, por exemplo.
    O que você vai levar e por que?

    - Câmera digital, juntamente com o cabo, pra passar as fotos pro pc.

    - Carregador e pilhas pra câmera

    - O Sansão. (de pelúcia)

    Passo a bola pra Giovana e pra Danielle Means. ;-)

    PS.: Como vcs não vão conseguir copiar do meu blog, peço que tirem o questionário do Andando na Chuva, que é da Fabi, que me passou a brincadeira! Aproveitem e deixem um oizinho pra ela também!

     



    Escrito por elaine às 8:33:07 PM
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    Medo do futuro...muito medo.

     
     
    Eu admiro pessoas que têm a coragem de entregarem-se apaixonadamente à alguma causa, mesmo sabendo que a maioria das pessoas nem saberá de seu sacrifício ou terá idéia da importância dessa causa. Mas a atitude do Frei Luis, embora admiravelmente louvável, está fora de questão.
    O mais importante agora é que saibamos o que realmente acontece, e quais as consequências desse grande jogo de interesses e desculpas esfarrapadas para dar sumiço ao dinheiro público e ainda aumentar nossas contas, e quem sabe, até nossos impostos.
     
    Sabe aquele papo de que uma torneira pingando joga pelo ralo milhares de litros d'água por dia? E vazamento na descarga então??? Xiii....muita água jogada fora. Enquanto você se preocupa em fechar bem a torneira e consertar a descarga pra não ter uma conta de água exorbitante, nossos incansáveis governantes fazem orçamentos bilhonários como esse, ignorando as leis da física, o ecossistema do rio, e o cotidiano de populações ribeirinhas que tiram do rio seu único sustento.
     
    - A evaporação no semi-árido é três vezes maior que a precipitação. A cada 4 litros armazenados, 3 evaporam.
    - A transposição atenderá diretamente a apenas 5% da superfície do semi-árido.
    - O projeto vai elevar o preço das tarifas de água e luz para a população, em função dos altos custos de operação e manutenção do sistema.
    - O orçamento é de 4,5 bi, podendo chegar a 20 bi. (Gasto 4,5 bi, mas você, seu trouxa, me dá 20 bi só pra garantir, tá?!)
     
    Vai aceitar sem nem esbravejar? Então faça de conta que não sabe de nada agora, e vá ver novela.
    Quer falar alguma coisa, mesmo que seja pra mandar todo mundo tomar no koo? Não use o Haloscan, use isso aqui.
     
    Quer contribuir pra tentativa de impedir? Assine a petição.
    Quer saber mais? Uma vida pela vida.
     
    "A constituição diz que somos um Estado democrático. Artigo 1, parágrafo único está escrito que o direito supremo pertence ao povo. Só o povo pode decidir em última instância o que lhe diz respeito..."
    (Fábio Konder Comparato - advogado, sobre a Transposição do Rio São Francisco)
     
    Pensa que é só isso? Não é não.
     


    Escrito por elaine às 1:33:10 PM
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    Sobre a bizarrice da vida...

    A vida é bizarra...alguém já parou pra pensar nisso?
    O café, que se toma quente, naturalmente esfria.
    A água, que é melhor gelada, naturalmente esquenta.
    O pão, que é bom fofinho, fica duro.
    A bolacha, que tem que ser crocante, amolece.
    Lei da ordem e da desordem, lei da bizarrice da vida.
    Embora alguns pensamentos levem muita gente a crer que o universo conspira a nosso favor, obviamente não é o que parece quando paramos pra pensar nessas idiotices trivialidades.

    Eu chego em casa toda empolgada pra rever os amigos, os lugares que há tanto tempo não vou...e quando chego aqui, toda a vontade passa. Os amigos estão todos em casais, e os lugares já não são mais atraentes. Vontade de pegar o primeiro ônibus de volta, ou de fazer o tempo voltar, numa época em que tudo era diferente, e eu pensava que aqui era o meu lugar. Só pra fazer tudo ficar normal.

    Sem essa de melancolia, depressão, solidão...Nada disso.
    Só estou me recolhendo à minha insignificância, e ponto final.



    Escrito por elaine às 4:45:53 PM
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    Porque ser a capa e a contracapa é a beleza da contradição!

    Outro ano que se aproxima, e os planos são os mais simples e as expectativas são as menores.Coração e alma em paz. Ainda preciso subir alguns degraus na escada da evolução espiritual, não nego. Aliás, ainda não sei se isso é bom ou ruim. Quanto mais eu vivo, menos consigo acreditar. Quanto mais conheço as pessoas, mais amo os animais...e isso não é nada bom pra minha vida pessoal. Minha sociopatia aumenta a cada dia. Por outro lado - creio eu - isso é bom pra minha vida profissional. Afinal, quanto mais eu entender e gostar de bicho, melhor.

    Mas que bom que mais um ano está chegando, e eu continuo linda, magra, inteligente, com bom gosto musical e boa carga cultural - modéstia a parte - ah, e com os melhores amigos distantes que alguém pode ter. Não tenho de que reclamar.

    Bom ou ruim? Bonito ou feio? Doce ou amargo? Tudo de uma vez, numa coisa só.

     
     


    Escrito por elaine às 11:09:21 PM
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    Final de ano chegando...

    Provas. Muitas provas. Estou me tornando uma pessoa alienada, todo o meu tempo tem sido gasto pra decorar conteudos curriculares. Nao tenho tempo pra ler, ver jornal, as vezes nem pensar, nem respirar...E esse raio desse teclado nao tem acento nenhum...

    Calma, isso ainda vai voltar a ser um blog decente, e eu ainda vou voltar a ser um ser pensante.

    Dia 08-12 tem show dO Teatro Magico em SP. Quem vai (ponto de interrogacao) EuUuUu!!!!!!!

    Quem entra de ferias em uma semana (ponto de interrogacao) EuUUU!!!!



    Escrito por elaine às 10:39:21 AM
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    Tipo...Oi!

    Tenho passado tempos difíceis por aqui. Minha inconstância me deixa confusa. Às vezes penso que odeio. Às vezes penso que gosto.Às vezes penso em desistir, Às vezes penso que dá pra levar. Às vezes, eu, às vezes o mundo.

    Tenho pensado muito em desistir dessa porra de faculdade...Não por ser puxado, nem por estar longe da minha família pois eu adoro isso. Mas por ver que ninguém aqui tem a ver comigo. Ninguém, eu disse NINGUÉM. Eu nunca tinha terminado um ano com balanço negativo em amizades. E agora aconteceu. É bem estranho. Mas, acontece....deve ser normal.

    De qualquer forma, não vai ser a estupidez dos filhinhos de papai com quem sou obrigada a conviver diariamente que vai me fazer voltar. Não, não. É daqui pra frente, e não daqui pra trás.

    Continuo não suportando gente idiota, mas tô aprendendo dia após dia que deve haver uma receita para suportá-las...Pelo menos por enquanto.

    Eu e a minha misantropia...



    Escrito por elaine às 7:52:23 AM
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    A comunzice me cansa!

    Tá bom, eu já sabia que esse mundo andava desprovido de gente bacana, mas cá entre nós, a coisa tá ficando mais feia a cada dia. Pelo menos é isso que tenho vivido na faculdade. Não posso entrar em detalhes, só posso dizer que eu não sou como eles. Ainda bem. Tenho fobia de gente comum. Mas admito que eu seria mais feliz se fosse. A ignorância é uma dádiva...

    "Queria ser como os outros, e rir das desgraças da vida, ou fingir estar sempre bem, ter a leveza das coisas comuns..."



    Escrito por elaine às 3:22:33 PM
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    Samba do Grande Amor

    Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
    Exijo respeito, não sou mais um sonhador
    Chego a mudar de calçada quando aparece uma flor
    E dou risada do grande amor...mentira...
     
     


    Escrito por elaine às 12:18:58 PM
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    Aprender?!

    Sempre gostei de aprender. Estudar outros idiomas, fazer novas receitas de bolo, escutar minha avó explicando como se faz esteira de bambu, já até me aventurei em curso de artesanato, mas pra isso definitivamente, eu não tenho paciência. Mas parece que é mesmo a vida que nos conduz, solitários, para os maiores e mais importantes aprendizados. Aprender a aceitar as perdas, aprender a viver longe das pessoas que se ama, aprender a aprender com os erros e não repetí-los...aprender a aceitar que nem sempre gostamos de quem gosta da gente, aprender a perdoar, aprender a esquecer...
    Somos conduzidos por esses caminhos mesmo que sem querer, ou aprendemos, ou sentamos na beira da estrada e ali ficamos, estagnados.
    Eu acho que devia haver escolas pra nos ensinar certas coisas. Educação Sentimental devia ser matéria obrigatória em qualquer currículo. Tópicos como Técnicas de Controle de Carência Afetiva e Técnicas de Sobrevivência Emocional (TCC e TSE) deveriam ser abordados em peso II.
    Ninguém nos ensinou a nos proteger das pessoas, especialmente daquelas que amamos, e que nem por isso estão salvas de nos magoar.
    Ninguém nunca nos contou como proceder após o término de um relacionamento, nem nos ensinou as técnicas para não cometer os mesmos erros.
    Mal nos ensinaram a escovar os dentes e a usar camisinha, mas as fórmulas inúteis de Física e a Análise Sintática temos que ter na ponta da língua. Temos que decifrar a Tabela Periódica e entender os Postulados de Kekolé, temos que estudar as organelas e saber pra que servem o xilema e o floema. Mas ninguém nos ensina que às vezes a gente perde, sofre, se decepciona e mesmo assim é preciso continuar tentando. E pior, ninguém nos ensina como fazer isso.
    Acho que estudei a vida inteira e continuo burra...

    Escrito por elaine às 8:04:22 AM
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    Só Hoje...

    Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
    Nem que seja só pra te levar pra casa
    Depois de um dia normal...
    Olhar teus olhos de promessas fáceis
    E te beijar na boca de um jeito que te faça rir (que te faça rir)
    Hoje eu preciso te abraçar
    Sentir teu cheiro de roupa limpa
    Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz
    Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua
    Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria

    Em estar vivo
    Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar

    Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia
    Que eu faço tudo errado sempre, sempre
    Hoje preciso de você
    Com qualquer humor, com qualquer sorriso
    Hoje só tua presença
    Vai me deixar feliz
    Só hoje.



    Escrito por elaine às 11:14:51 AM
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    Volta às aulas

    Ok.
    Voltei á rotina. Alívio.
    Irritação.
    Horário corrido, pessoas idiotas. Decepção.
    Esperança, falta de dinheiro, comida mal feita.
     
    Agora sim, tudo normal.
     
    Saudade apertando, orgulho sangrando.
    Mais saudade.
    Noites curtas. Boemia.
     
    Pra esquecer os problemas a gente acaba fazendo cada burrice.
    Mas eu preferi desistir, pra não correr o risco de aranjar um problema ainda maior.
    Não vou me arrepender, mas espero que esse seja o melhor a ser feito. Se não for, está feito da mesma forma.
    Passei a borracha, e agora o coração que se acostume a estar sempre em branco.
    Não volto atrás. Não agora.
    Mas bem que você podia voltar, né?!
     
    =)


    Escrito por elaine às 8:31:13 AM
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    Rir ainda é o melhor remédio.

     

    Tô tentando a Terapia do Riso pra ver se consigo melhorar o que tá ruim. Tô rindo de tudo e de todos agora. Rio até olhando meu cachorro brincar de pega-pega com meu coelho no quintal. Rio até quando o cara do gás dá um gritão no portão e assusta quem estiver na sala. E vou rindo, quem sabe assim fica mais fácil conseguir voltar a sorrir por dentro além dos momentos de sarcasmo. Eu já disse que sou sarcástica?! Pois é, tem gente que acha, já me disseram até que tenho um humor ácido (será que isso foi uma forma delicada de dizer que eu sou grossa?!). Eu concordo, mas só sou assim com quem merece. E é claro, nos momentos certos, se não não tem graça.

    - Olá, seu nome por favor;

    - João Fãki

    - João o quê, senhor?!

    - Fãki, F-U-C-K.

    - Ok. UHhiahuHIHuhaihuhiuahiHUa

    - ...

    - Desculpe. Pode me dizer seu endereço por favor?!

    - HUhiahuhIHUhiauhHIhuahi

    - UHhiahuHIhuahiuhHIhuahiHUhiahu

    Viu só, a terapia ainda é contagiante!

    Esse post tá muito sério. Vamos rir....ahhiahiahiahuahahahhauhahuahiahiahahuahihauahiahuaha...adooooro².



    Escrito por elaine às 8:50:53 PM
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    Você?? Ahh...você!

    Eu deveria ter pena, sei que deveria.
    Você sabe que é tão pouco interessante e não tem nada a oferecer, que precisa se enganar e enganar outras pessoas.
    Precisa mentir sobre os lugares que esteve, sobre o emprego que tem, sobre seus hobbies, sobre você. Precisa inventar paixões. Precisa mudar o tempo. Precisa fingir interesse quando na verdade não o tem.
    Tudo isso pra ter a ilusão de que as pessoas te dão atenção porque você é bom, é culto, é educado, é experiente...
    Você sabe que é tão pequeno e miserável que precisa se esconder atrás de aparências. Atrás de olhares interessados, apaixonados.
    Precisa fingir que tem valor.
    Uma vida toda construída sobre mentiras. É assim que defino a sua existência, porque não há outra verdade.
    Com esse seu jeito você consegue conquistas temporárias.
    As pessoas não são cegas o tempo todo.
    E quando suas conquistas acabam, não sei como você fica, mas sei como fica o coração, a vida de quem você "conquistou".
    Rachado como solo seco, onde nada mais cresce, e não importa a chuva que caia, nada mais vai nascer.
    A vida?
    Sem cor...mas sempre continuando.
    E a sua vida se segue, sempre igual, como se nada nem ninguém tivesse ficado pelo caminho.
    E esse nó na garganta que sinto agora é por ter sido capaz de dar a vida por uma miragem que nem era fascinante, mas que esteve presente por tanto tempo que eu nem conseguia imaginar como seria o horizonte sem ela.
    Eu devia te agradecer por não estar mais em minha vida, eu devia ter pena de você pois, embora eu siga machucada, você seguirá pra sempre sendo a farsa mais mentirosa que alguém pode ser.
    Hoje, quando cheio de vaidade e orgulho você expõe suas vítimas, posso te dizer que o único fato real é que nenhuma delas se apaixonou por você, mas por aquela miragem que se passa diante dos olhos de quem não se protege das pessoas. A miragem que não enxergarei nunca mais.
    Você é miserável demais pra deter a paixão de um cão, quem dirá de outro ser humano.
    A lei da vida é que tudo o que se faz, volta em dobro à você.
    Mas, nem assim tenho pena de ti.

    Escrito por elaine às 10:29:50 PM
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    Cem escovadas antes de ir para a cama...

     

    Sim, eu gosto dessa sub literatura. Vida que, acidentalmente vira livro e coisas do estilo. Esse é o verdadeiro realismo contemporâneo, e sou obrigada a concordar que não é nada elegante. Acho que foi Oscar Wilde quem escreveu que às vezes as verdadeiras tragédias da vida acontecem de maneira tão pouco artística, que se tornam agressivas por sua completa falta de estilo.

    Fico pensando quantas vezes agimos como Melissa, e outras mulheres que tiveram a coragem de retratar sua vida em livros que acabarão às traças em um sebo qualquer. Improdutivos como a vida, esquecidos como o coração de quem escreve.

    Porque fantasiar é mais fácil.
    Romeu e Julieta, juntos na eternidade, e toda podridão enterrada, esquecida, escondida.

    Se todos soubessem a tragédia da realidade, aumentariam consideravelmente o número de suicídios. Rezo pra que algumas pessoas nunca descubram, é a única forma de convencer a si mesmo da felicidade.
    Pra que considerar os pormenores, não é mesmo?!

    Enquanto isso, vamos fingir que vivemos.
    Mas eu não tenho mais coragem de acreditar. Deixo isso pra quem ainda não entendeu que certas coisas ninguém nunca vai nos contar.



    Escrito por elaine às 11:44:44 AM
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    Complicado??

    Eu achava que viver era complicado, mas é além disso. Viver é difícil, e tem sido num grau bem avançado de dificuldade. Complicado é tirar nota em anatomia e química. Difícil é aceitar as pessoas como elas são, e conviver com elas, por mais fdp que possam ser. Complicado é ter que fazer sua própria comida, independente do grau da fome. Difícil é ser obrigada a enfrentar situações assustadoramente inéditas. Difícil é acreditar a todo momento que vai valer a pena. Complicado é ter que fazer algo sem nem saber por onde começar.

    As complicações podem se tornar simples, se tivermos a paciência e a habilidade de achar o caminho certo, como desembaraçar um novelo de lã. Dificuldades são barreiras que muitas vezes podem até nos impedir de chegar onde queremos. Dificuldades podem ser passageiras, ou não. Dificuldade passageira também pode ser complicação. Complicação a gente pode inventar, dificuldade não.



    Escrito por elaine às 4:32:44 PM
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    De ti o menor gesto adorei, esquecida da própria vida...

    Escrito por elaine às 9:44:21 AM
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    Aqui entre nós, essa música é muito foda!
    Tua ausência fazendo silêncio em todo lugar...
    É bem o que vejo nos momentos em que me olho no espelho e não tenho muito o que pensar. Nos momentos em que olho a casa vazia, e não sinto vontade de estar ali. No momento em que não desejo nenhuma das companhias que estão ao meu alcance.
    É aquilo que fica no coração depois que as lágrimas já lavaram todos os cantos. Cheiro de limpeza, e um silêncio mortal. O silêncio da ausência.
    Tudo passou, e agora virá o que haverá de vir.
    E eu estou aqui pra ver isso.
     
    SAUDADE!
     
    Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você.
     
     


    Escrito por elaine às 4:40:43 PM
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    Até onde vão os sonhos?

    Às vezes eu me pergunto até onde vão os sonhos. Encontrar aquela pessoa especial, passar no vestibular, entrar na igreja com a marcha nupcial ao fundo, o nascimento do primeiro filho, um quarto com sacada, margaridas no jardim...até que ponto nossos sonhos resistem ao tempo, ao desgaste do cotidiano, aos aborrecimentos, desilusões, decepções...

    A vida real está muito longe de ser um comercial de margarina, e muitas vezes nos tombos que levamos, percebemos que sonhar pode ser muito perigoso. Passamos a achar nossos sonhos ridículos, muitos deles deixamos jogados no caminho, como se nos livrássemos de pesados fardos. E às vezes eles são mesmo.

    Sonhar é essencial, é necessário, faz a gente ter vontade de viver e enfrentar obstáculos...Mas também pode fazer a gente cair de uma altura incálculável, e carregar consequências por toda a vida.

    Então, de que me valem agora os sonhos que deixei pra trás??? Só valerão de alguma coisa se forem substituídos por outros...mas, quais???



    Escrito por elaine às 10:13:31 AM
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    Foda-se!!!!!!


    Às vezes eu percebo que estou levando a vida a sério demais. Dando
    importância demais pra coisas com as quais ninguém mais se importa. Não sei
    porque, mas fico extremamente irritada quando percebo que só eu me procupo com
    alguma situação crítica, ou pior, quando só eu percebo que a situação está
    crítica. Tava lendo esse texto e
    resolvi me dar ao direito de um FODA-SE bem grande e em bom
    som. Estou precisando viver mais e me preocupar menos, mesmo que isso me faça
    pensar que sou uma retardada. Tenho que parar de me preocupar com o que ninguém
    se preocupa, quem sabe assim as pessoas que estão ao meu redor fiquem mais
    fáceis de se entender, ou pelo menos suportáveis de se conviver. (rezo
    pra isso!).


    Feriadão, casa dos pais, velhos amigos....balada! Vou dançar até o sapato
    pedir pra parar! Vou transpirar os problemas e pirar as idéias!!! Porque o que
    minha vida cobra de mim, só eu posso pagar, e ninguém nunca vai me ajudar com
    essa dívida.


    Dá licença, que eu vou ali viver e já volto, tá?! E não me espere para o
    almoço!


    ;)




    Escrito por elaine às 7:30:23 PM
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    Beijo???? Ah...beijo!

     

    "As referências mais antigas aos beijos foram esculpidas por volta de 2.500 a.C. nas paredes dos templos de Khajuraho, na Índia.
    Os romanos tinham 3 tipos de beijos: o basium, trocado entre conhecidos; o osculum, dado apenas em amigos íntimos; e o suavium, que era o beijo dos amantes. Os imperadores romanos permitiam que os nobres mais influentes beijassem seus lábios, enquanto os menos importantes tinham de beijar suas mãos. Os súditos podiam beijar apenas seus pés. No século XV, os nobres franceses podiam beijar qualquer mulher que quisessem. Na Itália, entretanto, se um homem beijasse uma donzela em público naquela época era obrigado a se casar com ela imediatamente."

    A Fabi me passou a bola pra falar de beijo. Mas tinha que ser com um fundo científico, pra nao fugir muito da minha realidade...rs    Tecnicamente falando, o beijo é uma coisa quase metafísica (ui!), já que se a gente for ver, nao faz muito sentido um encontro de lábios regado a troca de muitas bactérias...Entao melhor deixar toda essa balela científica de lado e partir pro abraco. (com c, porque esse teclado nao tem cedilha nem til)

    Beijo é bom quando é beijo inesperado, ou talvez muito esperado, quando a gente tem tempo de viver os primeiros dois segundos antes, quando vem frio na barriga e äs vezes até a dúvida - será que ele tbm quer me beijar? Beijo que é quase beijo nao é beijo, mas äs vezes é melhor que o quase beijo nao vire beijo. Beijo bom é aquele que a gente perde o folego e ainda assim nao quer largar, beijo que faz a gente sentir borboletas no estomago, que faz a gente desejar que o relógio páre naquele segundo. Beijo arranjado estilo Beija Sapo da MTV nao tem graca, pelo menos pra mim. O legal é o beijo que surpreende, que faz a gente ter vontade de abracar sem horário prévio pra desabracar...Porque essa história de ouvir sininhos é conversa pra boi dormir, mas beijo técnico existe sim, e está mais presente na nossa vida do que imaginamos...



    Escrito por elaine às 11:26:30 AM
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    Cresça, independete do que aconteça...

    Com posts agora mais esporádicos do que nunca, eu vou mantendo os registros daquela que, provavelmente será a época mais maluca da minha vida. Definitivamente, ser universitária em outra cidade não é fácil, mas ser bixete de Botucatu é ainda pior. Passei por coisas que até Deus duvida, fiz coisas que ninguém em sã consciência faria...e aprendi em poucos dias mais do que poderia imaginar. Aprendi sobre pessoas, sobre convivência, sobre saudade, sobre consideração e amizade. Continuo não gostando da cidade onde eu morava, onde por um grande infortúnio, eu nasci. Mas fala sério...que saudade de sair sem rumo e não me perder. Que saudade de beber um refrigerante e ter uma lixeira perto pra jogar a lata (aqui não existem lixeiras nas ruas!). Que saudade de ligar pra um amigo numa hora imprópria e fazer uma visita inesperada. Agora faço visitas sem ligar porque não existe hora imprópria. Saudade de dirigir sem rumo, saudade dos meus pais, dos meus bebês, dos meus amigos... Saudade de ser gente normal, sem neguinho me chamando de bixete pra lá, bixete pra cá....

    aff...isso aqui não era pra ser lamento não, E não é mesmo, estou super feliz. É tudo muito novo, muito louco, conheci mil pessoas e só algumas são normais...só tenho que agradecer pelo giro 180 na minha vida. Tudo muito estranho, mas assustadoramente excitante!!!!

    Volto quando tiver mais um tempinho pra lan!!!!



    Escrito por elaine às 3:44:39 PM
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    sem título

    Não tenho nada pra escrever, nem pra contar....Vida breve boba e sem manual.

    Ansiosa pelo começo das aulas, algumas expectativas, ainda um pouco assustada e contando os minutos pra estar bem longe de certas coisas/pessoas/situações.

    Pega leve
    Enquanto tudo ferve
    Enquanto a terra gira
    E faz o seu strip em torno do sol
    Eu continuo a rodar
    Eu continuo a dançar...

    *Kid Abelha - Strip Tease



    Escrito por elaine às 4:38:25 PM
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    Diário de uma caloura - Parte I - A matrícula

    Depois de mais de cinco horas de viagem...

    - Oi, vc é bixete da zoo?
    - Sou sim!
    - Pow, legal!! Vem aqui pra conhecer o pessoal então!!!
    - Essa é a Vaginilda, a Stupidda, a Kuia, a Dadeira, e eu sou a Gorda!
    - HIhiauhIHa...oi gente, eu sou a Elaine!
    - Elaine nãoo, a gente vai arrumar um nome pra você. Ahnn...Já sei, Polly Pocket!
    - Polly Pocket?? É, é bonitinho!
    - Bonitinho demais..... (pensando)...Polly Bocket!
    - Ahn??? uhahiauhihahuaiha
    - HUihauhIHhuiha

    E me penduraram uma plaquinha no pescoço, depois me rabiscaram inteira...

    Enfim.
    A gente se fode mas se diverte!



    Escrito por elaine às 9:23:15 AM
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    Uma novidade e uma homenagem...

    Finalmente, depois de alguns longos dias fora do ar, o clic3 resolveu me deixar comunicável novamente.
    Eu nem consegui contar sobre a novidade! Agora já nem é mais uma novidade tão nova, mas tá valendo.
    Meus posts serão ainda mais esporádicos, já que vou me mudar de cidade. Passei na facul que eu queria, na cidade que eu queria e no curso que eu queria!!!!!!!
    Também, era isso ou nada.
    E agora posso dizer, 2007 está começando pra mim.
    No próximo dia 25 seguirei a estrada com malas na mão.
    Sintam saudades! (ou não...)

    A trilha musical - February Song - é dedicada à um amigo, o melhor dos amigos que alguém já pôde ter.
    Foram doze anos nos quais, mais do que um companheiro de brincadeiras, eu tive um amigo que, em silêncio exugava as minhas lágrimas, e sem esperar nada em troca, me defendia em brigas e dormia embaixo da minha janela pra me guardar.
    E hoje, depois de cinco anos sem ele...e eu ainda espero que em algum lugar ele ainda exista, com a mesma alegria e fidelidade com que ele passou pela minha vida e deixou saudades para sempre.

    Brumer

    ...And I never want to let you down
    Forgive me if I slip away
    When all that I've known is lost and found
    I promise you I, I'll come back to you one day

    Where has that old friend gone
    Lost in a February song
    Tell him it won't be long
    Til he opens his eyes
    Opens his eyes...



    Escrito por elaine às 11:31:00 AM
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    "Um cão não precisa de carros modernos, palacetes ou
    roupas de grife. Símbolos de status não significam nada para ele. Um
    pedaço de madeira encontrado na praia serve. Um cão não julga os
    outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Um
    cão não se importa se você é rico ou pobre, educado ou analfabeto,
    inteligente ou burro. Se você lhe der seu coração, ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais
    sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que
    realmente importa ou não."

    Leitura recomendada!



    Escrito por elaine às 10:15:10 AM
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    Quero casar!

    Não sei qual foi o caboclo casador que baixou aqui, mas já faz algum tempo que eu ando simpatizando demais com casamentos. Em salas de espera eu sempre me pego lendo reportagens sobre convivência a dois ou assuntos relacionados, vendo fotos de vestidos (e achando todos bregas, porque vâmo combiná né - são todos iguais!). Às vezes ouço alguma música e já fico imaginando como seria se fosse orquestrada numa cerimônia. E por fim, sinto uma pontinha de inveja quando converso com minhas amigas casadas e felizes da vida e vejo que elas tem quem as busque no serviço, prepare o jantar, leve café na cama vez ou outra e conheça suas lingeries...
    Sem falar que adorei me ver no papel da dona do Marley, com um marido aparentemente dedicado e noites de sono atrapalhadas por choro de criança.
    Melhor buscar o termômetro!!!

    Mas na verdade eu, como a maioria das mulheres, fui criada 'pra casar' e é difícil ter um ideal de vida que não inclua ter um homem que não seja meu pai pra matar baratas e trocar lâmpadas, e escolher roupas de bebê que não sejam presente pra filhos alheios...
    O que me surpreende é que eu, há um tempo atrás, era completamente avessa a idéia de ter um relacionamento que durasse mais do que um dia ou dois.
    Acho que meu trauma emocional já foi embora, e isso me assusta e me alivia ao mesmo tempo.
    Acho que vou começar a procurar um futuro marido que seja bonito, sincero, rico, gentil, leal e apaixonado e o papai noel vai trazê-lo de trenó.

    - Alowww, Elaine! Você pode virar uma caloura na faculdade numa cidade longe da sua família em poucos dias!
    *minha consciência me dá um cróque*

    ...ah, é verdade.
    Mas quem sabe o que pode acontecer né?
    MB que é MB se fode mas não desiste e principalmente, acha lindo sonhar com a sorte de um amor tranquilo.

    Sopa de capim pra quem acha que ainda existe HOMEM pra casar!!!!



    Escrito por lainy.com às 2:01:59 PM
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    AVISO!

    Estou tendo muita dificuldade pra visitar alguns blogs, e acredito que isso não acontece só comigo, creio que com a maioria das pessoas cujo computador não está mais 0 km e usam conexão discada.
    Isso acontece porque os blogs acabam ficando pesados demais, saturados de imagens e 'frescurinhas' que acabam sendo um obstáculo para receberem mais visitas. E eu fico triste por não conseguir comentar ou retribuir comentários. :(
    Tá bom que é uma graça um blog 'cute', e cada um faz seu blog do jeito que bem entender, mas pra quem estiver disposto a amenizar esse problema, preparei algumas dicas que podem ajudar bastante. Clique aqui para vê-las. Ficarão disponíveis na sessão Utilitários do blog. Qualquer dúvida, entre em contato!

    Escrito por elaine às 9:57:04 AM
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    a noite que parece não ter fim...

     
     
    Nenhuma estrela, nem um raio de luar, nenhum avião cruzando o céu, nenhum movimento capaz de dar vida a esse céu escuro e nublado, chego a temer que o sol não apareça amanhã, e isso não é nenhuma metáfora!
    Ou pensando bem, é sim. Também me sinto assim em relação a minha vida, ao menos por enquanto.
    Hora de parar e tomar fôlego enquanto penso no que fazer para continuar vivendo e deixar de viver como vivo. Aconteça o que acontecer, o sentido da vida é um só e não aceita mão dupla.
    E não importa se meus pés estão calejados, se meu coração está partido ou o pensamento atrapalhado, apesar do tempo parecer estar parado, os segundos mudam nos relógios e todo o universo continua seu ciclo interminável. Não importa quantas lágrimas eu chore ou de quantas recordações eu tente fugir, é preciso continuar sempre.
    Van Gogh estava certo quando tentou colocar estrelas na noite que não tem fim, acho que nessa hora ele conseguiu ser mais esperto do que eu. Só não sei o que é pior, a loucura de estrelas de ilusão ou a razão de um céu nublado sem previsão de melhoras?
     
    Oh, starry, starry night...this is how I want to die!
     
    * Leia mais sobre o quadro Starry, starry Night de Van Gogh aqui.


    Escrito por lainy.com às 11:32:21 PM
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    Casa Nova!!!!!!

    Finalmente, depois de muito quebrar a cabeça, consegui fazer um blog do jeitinho que eu queria!!! Claro que o Rogério mais uma vez me ajudou bastante, até porque sem Photoshop, Dreamweaver ou Front Page as coisas ficam ainda mais difíceis...rs
    Pretendo atualizar com mais frequência, conforme meu tempo disponível permitir, também espero encontrar novos vizinhos blogueiros e reencontrar os que estão meio sumidos, por isso se alguém quiser ser linkado ou dar um sinal de vida, não passe por aqui sem deixar um comentário! Também gostaria que, se alguém tiver dificuldade em visualizar alguma coisa aqui ou ver algo desalinhado (pode acontecer conforme a configuração do computador ou o navegador usados), que me avisasse pra que eu tente consertar.
    Acho que minha vida anda como meu blog...dá tudo errado por um bom tempo, mas com a minha insistência as coisas acabam dando certo (espero).
    E pra inaugurar a nova fase, entrei no Jogo da Bolsa...
    Pra quem tem curiosidade em saber porque eu, como a maioria das mulheres, não saio de casa sem bolsa. O que afinal a gente tanto carrega pra lá e pra cá, hein?

    jogo da bolsa

    - Porta-notas e carteira de documentos
    - Celular
    - Sombrinha (porque o tempo anda imprevisível)
    - desodorante rollon
    - flyer de balada
    - chave de casa
    - trident e barrinha de cereais
    - toalhinha de mão
    - bolsinha de maquiagem
    - escova portátil com espelho

    E esse é meu kit básico de sobrevivência no dia-a-dia..e quem mais for participar do jogo da bolsa me conte pra eu ir ver também.



    Escrito por lainy.com às 3:15:10 PM
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